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Indonésia recorre a "fantasmas" para assustar e manter população em casa durante pandemia

Grupo de jovens aconselhou a polícia local a formar uma equipa de voluntários que reencarnassem os míticos "pocong".
Correio da Manhã 14 de Abril de 2020 às 09:31
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Indonésia recorre a "fantasmas" para assustar e manter população em casa durante pandemia

Uma vila na Indonésia recorreu a um método bastante "original" para garantir que as pessoas ficavam em casa e cumpriam o distanciamento social.

Como? Através de equipas de "fantasmas".

Tudo surgiu quando um grupo de jovens na aldeia de Kepuh, na ilha de Java, aconselhou a polícia local a formar uma equipa de voluntários que reencarnassem os míticos "pocong" - um espírito originário do folclore que representa as almas presas aos mortos.

"Pocong" (poh-chong), também conhecido como "fantasma da mortalha", é tipicamente retratado como estando envolvido por uma mortalha branca comprida amarrada na cabeça, no pescoço e sob os pés.

Segundo a agência Reuters, citada pela publicação The Independent, a equipa recorreu à superstição para assustar as pessoas e incentivá-las desta forma a ficarem em casa, uma vez que o coronavírus continua a espalhar-se rapidamente por todo o arquipélago do sudeste asiático. 

Anjar Pancaningtyas, chefe do grupo juvenil de Kepuh, afirmou que o objetivo era, acima de tudo, criar um efeito dissuador. "Queríamos ser diferentes e criar um efeito dissuasor, porque o 'pocong' é assustador", sublinhou.

No entanto, as figuras fantasmagóricas tiveram o efeito contrário: os residentes curiosos começaram a aparecer e os organizadores foram forçados a mudar a sua estratégia ao lançarem patrulhas surpresa "pocong".

O chefe da aldeia Priyadi admitiu que os moradores não têm ainda consciência sobre o perigo de propagação da Covid-19. "Eles querem viver a vida normalmente, por isso é muito difícil seguir as instruções para ficar em casa", relembrou.

Na segunda-feira, o Ministério da Saúde da Indonésia anunciou um total de 4.557 casos confirmados em todo o país, com 399 mortes.
Malásia recorreu a fantasmas para assustar adolescentes

Uma brincadeira fantasmagórica semelhante teve lugar na Malásia, desta vez com sucesso. Muhammad Urabil Alias, do estado de Terengganu, publicou várias fotos de si mesmo vestido da cabeça aos pés de branco na rede social Facebook.

Em declarações ao jornal local Harian Metro, Alias, de 38 anos, afirmou que
 se vestia de fantasma para brincar com adolescentes que ficavam à noite na rua, violando uma ordem de restrição de movimentos imposta para retardar a propagação do coronavírus.

"Quando publiquei as fotografias no Facebook, muitas pessoas entraram em pânico e ficaram com medo de sair de casa", revelou. 

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