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Correio da Manhã

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Investigação ao assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia provoca demissões no governo

Chefe de gabinete do PM Jospeh Muscat e ministro do Turismo demitiram-se. Ministro da Economia suspende funções.
Ricardo Ramos 27 de Novembro de 2019 às 01:30
Populares exigem justiça pela morte de Daphne Caruana Galizia, assassinada há dois anos
Konrad Mizzi, ministro do Turismo
Keith Schembri, chefe de gabinete do PM
Populares exigem justiça pela morte de Daphne Caruana Galizia, assassinada há dois anos
Konrad Mizzi, ministro do Turismo
Keith Schembri, chefe de gabinete do PM
Populares exigem justiça pela morte de Daphne Caruana Galizia, assassinada há dois anos
Konrad Mizzi, ministro do Turismo
Keith Schembri, chefe de gabinete do PM

A investigação ao assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia abriu ontem uma grave crise no governo de Malta, com a demissão do chefe de gabinete do PM Joseph Muscat e do ministro do Turismo por causa das suas ligações ao alegado mandante do crime, detido na semana passada.

Keith Schembri, chefe de gabinete de Muscat, demitiu-se na segunda-feira à noite e ontem passou o dia a ser interrogado pela polícia. Já o ministro do Turismo, Konrad Mizzi, anunciou ontem à tarde a sua demissão "devido às circunstâncias extraordinárias" que o país enfrenta, mas recusou qualquer envolvimento na morte da jornalista. Horas depois, foi a vez de o ministro da Economia, Chris Cardona, suspender funções, embora o seu envolvimento no caso não seja claro.

Schembri e Mizzi estão sob suspeita devido às suas ligações ao alegado mandante da morte da jornalista, o empresário Yorgen Fenech. Ambos terão recebido milhões de euros de uma sociedade offshore de Fenech através de contas secretas no Panamá denunciadas por Caruana Galizia pouco antes de ser assassinada. O jornal ‘Times of Malta’ avança ainda que Fenech estava em contacto regular com Schembri e ter-lhe-á telefonado horas antes de ser detido quando tentava fugir do país, na semana passada. O empresário disse, entretanto, à polícia não ser o elo final da ‘cadeia de comando’ na morte da jornalista e exigiu imunidade para contar tudo o que sabe.

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