Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
8

Investigação do New York Times considera portugueses e espanhóis como não brancos

Trabalho sobre os poderosos da América considera hispânico quem tenha nome de origem portuguesa ou espanhola.
Correio da Manhã 14 de Setembro de 2020 às 13:31
Exemplos dados por Flores
Exemplos dados por Flores FOTO: Twitter
Um trabalho de investigação levado a cabo pelo New York Times que procurou classificar por raça 922 pessoas poderosas nos Estados Unidos determinou que 80% dos mesmos são brancos, no entanto, nessa tabela classificativa, os portugueses e espanhóis foram considerados como não brancos. 

Ou seja, quem tivesse apelido que soasse a hispânico era considerado não branco. René D- Flores, sociólogo da Universidade de Chicago, decidiu focar esta questão através do Twitter. 

Flores identificou dois exemplos: John Garamendi e Devin Nunes. Ambos brancos, mas ambos classificados como não brancos. 

Garamendi é natural do País Basco, Devin Nunes é congressista e um luso-americano de terceira geração.



"De acordo com o NYT, alguns americanos europeus não são brancos. Na sua análise das pessoas mais poderosas nos Estados Unidos, o jornal classifica europeus da Península Ibérica como os espanhóis e portugueses como não-brancos", começa por apontar.

"A regra que parecem seguir é classificar toda a gente com um apelido que soe hispânico como não brancos, independentemente da sua naturalidade. Isto explicaria porque Pablo Isla, o ex-conselheiro da Inditex, nascido em Madrid, é classificado como não branco", continua.

Após dar conta de mais um par de exemplos como é o caso de Pablo Isla, classificado como não branco, e o iraniano-americano Farnam Jahanian, ou Marc Lasry, que nasceu em Marrocos, classificado como branco, Flores conclui: "É um bom exemplo de como os limites do branco, bem como de outras categorias raciais, mudam com o tempo e o local e são moldadas por fatores políticos e sociais".

John Garamendi New York Times Estados Unidos Devin Nunes demografia
Ver comentários