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Irão vai estender medidas restritivas ao país para combater nova vaga de Covid-19

Medidas entrarão em vigor na quarta-feira durante, pelo menos, uma semana.
Lusa 31 de Outubro de 2020 às 15:29
Irão regista o maior número de vítimas mortais da pandemia até agora registado em qualquer país do Médio Oriente
Irão regista o maior número de vítimas mortais da pandemia até agora registado em qualquer país do Médio Oriente FOTO: Reuters
O Irão anunciou este sábado que vai estender além de Teerão as medidas restritivas para responder ao surto do novo coronavírus, numa altura em que os pedidos de confinamento total crescem devido aos recordes de infeções e mortes por covid-19.

As medidas entrarão em vigor na quarta-feira durante, pelo menos, uma semana, disse o porta-voz da unidade de luta contra o vírus do Irão, Alireza Raïsi, num discurso televisivo.

As restrições serão aplicadas em 25 capitais provinciais e 46 condados de todo o país, acrescentou, referindo que serão encerradas universidades, centros educacionais, escolas, cinemas, teatros, museus, cabeleireiros, piscinas, pavilhões de desporto, mesquitas e cafés.

Essas medidas são uma extensão das já introduzidas em Teerão e em 43 municípios do país nas últimas semanas.

Face aos números recorde de infetados e mortos relacionados com a covid-19, os especialistas e as autoridades da saúde pediram um confinamento total da população na capital Teerão.

"A doença espalhou-se na província e a situação na cidade de Teerão é pior do que o que o Governo revelou até agora", denunciou hoje o diário Etemad.

"Os territórios ou cidades de alto risco devem ser colocados em quarentena total por duas ou três semanas", defendeu o chefe do departamento de virologia do hospital Masih Daneshvari, Alireza Naji.

O Irão não impôs qualquer confinamento desde o início da epidemia no país, em fevereiro, porque, segundo o Presidente, Hassan Rohani, a economia do país, já restringida por sanções internacionais, não teria como sobreviver.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 45,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (229.710 e também com mais casos de infeção confirmados (mais de nove milhões).

Seguem-se, em número de mortos, o Brasil (159.477 mortos, mais de 5,5 milhões de casos), Índia (121.641 mortos e mais de 8,1 milhões de infetados), México (91.289, mais de 918 mil infetados) e Reino Unido (46.229 mortos, mais de 989 mil casos).

A Rússia, com 27.787 mortos, é o quarto país do mundo em número de infetados, depois de EUA, Índia e Brasil, com mais de 1,6 milhões de casos, seguindo-se França, com mais de 1,3 milhões de casos e 36.565 mortos, Espanha, com mais de 1,1 milhões de casos e 35.878 mortos, Argentina, com mais de 1,1 milhões de casos e 30.792 mortos, e Colômbia, com mais de um milhão de casos e 31.421 mortos.

As medidas para combater a covid-19 paralisaram setores inteiros da economia mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que a pandemia reverterá os progressos feitos desde os anos de 1990, em termos de pobreza, e aumentará a desigualdade.

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