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Correio da Manhã

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Irlandesa violada no Algarve diz que culpado é o novo suspeito do caso Maddie

Mulher foi atacada em 2004 e os contornos do crime são muito semelhantes a violação cometida por Christian Brueckner.
Pedro Zagacho Gonçalves 9 de Junho de 2020 às 20:28
Hazel acredita que foi violada por Christian Brueckner no Algarve
Hazel acredita que foi violada por Christian Brueckner no Algarve
Hazel acredita que foi violada por Christian Brueckner no Algarve
Hazel acredita que foi violada por Christian Brueckner no Algarve
Hazel acredita que foi violada por Christian Brueckner no Algarve
Hazel acredita que foi violada por Christian Brueckner no Algarve

Uma mulher irlandesa, vítima de violação em Portugal, acredita que o homem que a violou poderá ser o novo suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, o alemão Christian Brueckner.

Hazel Behan pede aos investigadores do caso que reabram o seu processo, depois de ter tido conhecimento do crime de violação cometido por Christian Brueckner na Praia da Luz, em 2005, quando o alemão violou, torturou e roubou uma turista norte-americana de 72 anos. Brueckner foi condenado a 7 anos de prisão pelo crime, tendo já pedido recurso da sentença.

Segundo relatou ao The Guardian, Hazel trabalhava na Praia da Luz, muito perto de onde Maddie desapareceu, no Ocean Club, quando foi atacada por um estranho encapuzado no seu apartamento, em 2004. O suspeito nunca foi identificado pelas autoridades.

"Fiquei muito surpreendida quando li que ele tinha atacado uma mulher em 2005. As táticas e os métodos utilizados, as ferramentas que tinha com ele, como planeou tudo. Sendo muito honesta, vomitei quando li aquilo, porque fui transportada para a experiência horrível que vivi", relata a mulher.

Na altura Hazel tinha 20 anos e trabalhava num resort na zona de Lagos. "Tinha-me ido deitar por volta da uma da manhã e fui acordada por alguém a chamar-me. Virei-me e estava ali um homem encapuçado, vestido com collants e com algo que se assemelhava a um ‘body’, com uma machete de 30 centímetros na mão", relatou a irlandesa. Recorde-se que Christian, quando atacou a vítima norte-americana em sua casa, também empunhava uma arma igual, que usou para ameaçar a mulher de 72 anos de morte.

No testemunho que deu às autoridades, Hazel explicou que o violador falava Inglês com sotaque alemão e que teria cerca de 1,85 metros. "Consegui ver que tinha sobrancelhas louras e olhos azuis, mesmo no escuro", recorda Hazel, descrevendo que o homem que a atacou "tinha uma falha nos collants, que também poderia ser uma tatuagem ou um sinal de nascença". Segundo a imprensa alemã, Brueckner, suspeito do desaparecimento de maddie, tem um sinal na coxa direita.

Tal como no ataque à turista norte-americana, o home que atacou Hazel no Algarve também filmou a violação. O suspeito imobilizou a mulher e tapou-lhe a boca com um pano para que não conseguisse gritar. Tal como no outro caso ocorrido em 2005, Hazel também foi agredida antes de ser violada.

A mulher contou o horror que viveu às mãos do violador. "Parecia ter tudo planeado, foi tudo deliberado. Estava sempre a lavar as mãos e mudou várias vezes o preservativo. Acho que durou cerca de quatro ou cinco horas. Quando acabou, tirou-me do balcão da cozinha, mas eu não me conseguia levantar. Depois ficou irritado e mandou-me ir para a casa de banho. Pegou na machete e achei que ele me ia matar. Ameacei que ia gritar e ele pôs-me debruçada num banco com um lençol na cabeça. Pensei que era o fim, que a minha vida estava a acabar. Depois consegui perceber que ele se calçou, saiu de minha casa e correu pela rua".

A mulher relata que, nos dias antes, tinha a sensação de estar a ser observada e deu pela falta de dinheiro e alguns objetos remexidos em casa. "Gostava de ter seguido o meu instinto e ter logo alertado as autoridades", confessa Hazel.

Imediatamente após o ataque Hazel chamou a polícia. "Tiraram-me fotografias. Foi humilhante", explica. A mulher foi depois examinada, admite não saber se foi extraída qualquer prova forense. A mulher acusa ainda a polícia portuguesa de não ter analisado os ferimentos que o suspeito lhe causou.

"Quando li sobre o caso da pobre americana que foi violada em setembro de 2005 – com quem gostaria de falar -, e a possível ligação ao caso da Madeleine McCann, fiquei cheia de raiva e soube que o correto a fazer era falar do meu caso. Acho que se a polícia tivesse feito o seu trabalho de investigação, se este é o mesmo homem que atacou a outra mulher e que raptou a Madeleine, talvez tivessem evitado tudo isto, a americana não teria sido atacada e a Madeleine estaria agora com os pais", finaliza Hazel.

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