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Bolsonaro chama 'judas' a ex-ministro Sérgio Moro e insinua boicote a investigação sobre ataque que sofreu em 2018

Presidente brasileiro insinuou também que ex-juiz da Lava Jato pode ter impedido investigação sobre ataque que sofreu em 2018.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 2 de Maio de 2020 às 16:10
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, classificou este sábado o seu ex-ministro da Justiça e homem de confiança, Sérgio Moro, como um "Judas", em alusão ao personagem bíblico que traiu Jesus Cristo, e insinuou que o ex-juiz da Lava Jato pode ter impedido a apuração do ataque à faca que ele sofreu durante as presidenciais de 2018.

Bolsonaro fez os ataques nas suas redes sociais pouco antes de o ex-ministro começar a depor à Polícia Federal sobre supostas interferências que o próprio presidente da República terá tentado fazer na corporação para se blindar e blindar os filhos, investigados em vários inquéritos.

"Os mandantes (do ataque à faca) estão em Brasília? O "Judas" (Sérgio Moro), que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?"-Perguntou Bolsonaro.

Os questionamentos foram feitos como legendas a um vídeo em que um apoiante diz não ter dúvidas de que Adélio Bispo dos Santos, o homem que esfaqueou e quase matou o então candidato presidencial num ato de rua em Juiz de Fora em 6 de Setembro de 2018 e que está preso até hoje, recebeu ordens de alguém para assassinar Bolsonaro.

A investigação da Polícia Federal ao ataque levado a cabo por A´élio, um pastor evangélico ultraradical que a justiça considerou ter problemas mentais irreversíveis, concluiu que o agressor agiu sozinho, movido pela sua loucura. Bolsonaro, no entanto, nunca aceitou esse resultado, continua a defender que Adélio, na verdade, foi usado para cumprir a determinação de grupos poderosos que queriam impedi-lo de chegar à presidência, e não tem dúvida alguma de que tudo foi parte de uma conspiração que continua até hoje, e que agora tenta derrubá-lo.

Inúmeras vezes ele insistiu com Sérgio Moro, que como ministro da Justiça comandava a Polícia Federal, para anular aquele relatório e apontar a tal conspiração, mas sem sucesso.

Agora, uma semana depois de Moro, ao deixar o cargo, o ter acusado de tentar interferir na Polícia Federal para proteger os filhos, Bolsonaro dá o troco, insinuando que o seu antigo ministro interferiu para que não se chegasse aos supostos conspiradores que deram a Adélio a ordem para o matar. 

Jair Bolsonaro Sérgio Moro política
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