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Correio da Manhã

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Jair Bolsonaro enaltece EUA no Dia da Independência do Brasil

Presidente brasileiro agradeceu ao país através de uma mensagem nas suas redes sociais.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 7 de Setembro de 2019 às 18:43
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro

Na sua primeira manifestação pública neste 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro elogiou e enalteceu outro país, os Estados Unidos, com cujo presidente, Donald Trump, tem uma relação de idolatria. O brasileiro agradeceu aos EUA através de uma mensagem nas suas redes sociais logo ao amanhecer, antes de ir para o desfile militar na Esplanada dos Ministérios com o qual a data foi oficialmente assinalada.

"Estados Unidos foi o primeiro país a reconhecer a nossa independência. Em todo o Brasil, com o povo, hoje comemoramos essa data", escreveu Bolsonaro, no seu português peculiar, sem avançar mais e evitando as frases provocativas ou os ataques que costuma fazer através das suas redes sociais para não ensombrar a data com nova polémica.

Ao desfilar pouco depois em carro aberto pela Esplanada dos Ministérios a caminho do palco de honra onde presidiria ao desfile militar, Bolsonaro deixou de lado o ar normalmente carrancudo e sorriu e acenou o tempo todo para a multidão. A certa altura, convidou até um menino que usava camisola da seleção brasileira de futebol para entrar no Rolls-Royce presidencial e fazer o resto do percurso ao lado dele e do seu filho Carlos Bolsonaro, que ia no banco de trás, como fizera no dia da posse, a 1 de haneiro.

Tentando mostrar-se simpático e popular, o presidente a meio do desfile quebrou o protocolo oficial, desceu do palco onde estava com os convidados de honra e foi até perto do público cumprimentar várias pessoas. Num outro gesto significativo, Bolsonaro prestigiou também o ministro da Justiça, Sérgio Moro, com quem nos últimos tempos tem trocado farpas, provocando na multidão que assistia ao desfile um coro de gritos do nome do antigo juiz responsável pela operação anti-corrupção Lava Jato.

A cerimónia pública, na qual, ao contrário dos seus antecessores, Jair Bolsonaro não discursou, não foi um estrondoso sucesso de popularidade, como a assessoria presidencial pretendia, mas também não foi o fracasso total que a oposição almejava. Bolsonaro tinha apelado para que o público vestisse verde e amarelo, as cores do Brasil, para lhe mostrar apoio, e a oposição tinha pedido para o público vestir preto, em repúdio ao presidente, mas apenas pequenos grupos exibiam quer o verde e amarelo quer o preto, a esmagadora maioria dos presentes usava roupas comuns de todos os dias, evidenciando ter ido ao centro de Brasília para assistir ao desfile e comemorar a independência do Brasil e não para apoiar ou hostilizar o presidente, que na noite deste sábado deve fazer um discurso à Nação e este domingo vai ser submetido a uma nova cirurgia em consequência do ataque à faca sofrido há um ano.
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