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Jair Bolsonaro insiste na nomeação de amigo do fllho para diretor-geral da Polícia Federal

Presidente do Brasil diz que ele é que manda e anuncia que vai recorrer da suspensão da nomeação de Alexandre Ramagem.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 1 de Maio de 2020 às 10:35
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil FOTO: Reuters

Inconformado com a decisão do juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que quarta-feira suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem, seu amigo pessoal, para diretor-geral da Polícia Federal, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro anunciou esta quinta-feira que vai recorrer da decisão. A Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que defende o governo, foi contra recorrer da decisão do STF, mas Bolsonaro não aceitou e deixou claro que ele é que manda.

"Quem manda sou eu. Eu quero o Ramagem lá [na Polícia Federal]. É uma ingerência [do STF], né? Vamos fazer tudo para colocar o Ramagem", afirmou Bolsonaro. O presidente tinha inicialmente retirado a nomeação mas esta quinta-feira voltou atrás e disse que é obrigação da AGU recorrer da decisão do juiz. Bolsonaro atacou ainda o magistrado, afirmando que "só chegou ao Supremo Tribunal por ser amigo do ex-presidente Michel Temer".

A decisão do juiz Alexandre de Moraes, que é provisória e ainda precisa de ser ratificada pelos outros 10 juízes do STF, foi baseada na convicção de que a nomeação de Ramagem para comandar a Polícia Federal tinha fortes indícios de "desvio de  finalidade".

Bolsonaro, recorde-se, foi acusado pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, de nomear Ramagem, amigo de longa data da família, para proteger o filho, Carlos Bolsonaro, que é alvo de várias investigações a cargo da Polícia Federal.

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