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Jair Bolsonaro vai deixar PSL para criar o seu próprio partido

Presidente deverá anunciar saída nos próximos dias e pedir ajuda aos aliados.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 11 de Novembro de 2019 às 18:49
Jair Bolsonaro
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O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, deve anunciar nos próximos dias a saída do Partido Social Liberal, PSL, pelo qual se elegeu, para criar o seu próprio partido.

A informação foi avançada na tarde desta segunda-feira por sites brasileiros, adiantando que a decisão pode ser anunciada oficialmente a aliados já esta terça-feira numa reunião que terá sido convocada com essa finalidade e que decorrerá no Palácio do Planalto, em Brasília, a sede da presidência brasileira.

De acordo com as informações avançadas, ao mesmo tempo que anunciará a saída do PSL, que já se especulava há semanas, Bolsonaro, que já está na nona filiação partidária diferente, informará o propósito de criar um partido e pedirá a ajuda dos aliados para isso.

Na ocasião, segundo os sites que deram a notícia, o presidente abrirá formalmente a recolha de assinaturas exigidas pelo TSE, Tribunal Superior Eleitoral, para a criação de uma nova organização partidária.

Os mesmos sites têm noticiado nos últimos dias que um dos filhos de Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, já estaria a articular a criação de um partido de ultra direita a que o deputado quer chamar "Conservadores". Mas ainda não se sabe se Jair Bolsonaro aceitaria entrar no partido do filho ou se prefere criar outro, onde possa fazer as próprias regras e comandar pessoalmente, como sempre desejou.

Nas últimas semanas, Jair Bolsonaro tentou de todas as formas assumir o comando do PSL. De forma nada diplomática, tentou afastar o actual presidente da entidade, o deputado Luciano Bivar, e outros líderes.

O PSL ficou dividido ao meio, mas Bolsonaro não conseguiu assumir o comando nacional da organização. 

Segundo informação de alguns sites, o presidente brasileiro desistiu dessa batalha, que poderia demorar muito e provocar ainda mais desgaste para si e para o governo, e optou por criar um novo partido.

Pela legislação brasileira, quando um novo partido é criado, os deputados de outros partidos podem transferir-se para o novo sem perderem os mandatos nem as verbas do fundo partidário a que têm direito, o que é de extrema importância para vários deputados neste momento que pensam candidatar-se às municipais do próximo ano.

Segundo aliados de Jair Bolsonaro, que falaram sob anomimato, o presidente estima conseguir que cerca de 100 parlamentares migrem para o novo partido, o que o tornaria no maior do Brasil.

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