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Jesuítas apelam a um canal humanitário para medicamentos e alimentos na Venezuela

Religiosos estão horrorizados com a realidade da miséria.
Lusa 7 de Junho de 2017 às 00:05
Venezuela
Venezuela FOTO: Reuters
A Companhia de Jesus na Venezuela (CJV) emitiu esta terça-feira um comunicado a instar o Governo do Presidente Nicolás Maduro a abrir um canal humanitário para a receção de medicamentos e alimentos

"A Igreja, interpretando o clamor do povo, exige a imediata abertura à ajuda humanitária internacional em medicamentos e alimentos, e a pronta abertura a todas as iniciativas para a ativação de uma economia produtiva, de livre iniciativa, comprometida com o bem comum e umas Forças Armadas não partidistas, que respeitem e defendam a Constituição", explica.

O documento, assinado pelo padre Rafael Garrido, porta-voz dos jesuítas, começa por explicar que "junto com a maioria dos venezuelanos" os religiosos "estão horrorizados com a realidade da miséria, perseguição, exílio e morte" na Venezuela.

Por outro lado, agradece aos bispos por "levantarem a voz para exigir uma rápida e profunda mudança desta realidade, causada pelo empenho do Governo em impôr um projeto totalitário que têm fracassado em todas as partes".

"Não sairemos da rutura democrática enquanto a Constituição e os Direitos Humanos não forem respeitados e se mantenha anulada a Assembleia Nacional eleita, continuem e aumentem o número de presos, asilados e perseguidos políticos e que não se realizem eleições livres (...) tal como exige a Constituição", explicam.

Segundo os jesuítas, "é criminoso" prolongar "a atual dramática situação com jovens sem esperança, asilados e perseguidos", o tempo reclama "buscar sem demora uma transição para uma Venezuela reconciliadora e inclusiva".

Com relação à convocatória para uma Assembleia Constituinte, feita recentemente pelo Presidente Nicolás Maduro, a Companhia de Jesus na Venezuela diz ser "desnecessária e contraproducente".

"O que o povo venezuelano necessita e reclama, em primeiro lugar, é alimentos, medicamentos, segurança, paz e eleições justas", conclui.
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