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Correio da Manhã

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Jihadistas decapitam 50 pessoas em Cabo Delgado

Grupos armados invadiram aldeias e mutilaram dezenas de civis. Campo de futebol transformado em “campo de morte”.
Ricardo Ramos 11 de Novembro de 2020 às 08:29
Daesh em Moçambique
Daesh em Moçambique FOTO: Direitos Reservados
Militantes islâmicos armados invadiram várias aldeias na província de Cabo Delgado, no Norte de Moçambique, e decapitaram “mais de 50 pessoas” num dos piores ataques desde o início das incursões destes grupos na região, em 2017.

Os ataques terão começado a 31 de outubro e visaram inicialmente várias aldeias no distrito de Muidumbe, onde várias pessoas foram mortas e decapitadas e outras sequestradas pelos militantes, principalmente raparigas. As maiores atrocidades terão ocorrido, no entanto, na aldeia de Muatide, onde mais de 50 pessoas foram levadas para o campo de futebol local e decapitadas. Muitos dos corpos foram esquartejados. Há ainda relatos que outras duas pessoas foram decapitadas na aldeia de Nanjaba, na sexta-feira à noite.

Apesar de as informações serem ainda escassas sobre os contornos dos ataques, que ocorreram em aldeias isoladas, a Polícia Nacional de Moçambique confirmou o massacre. “Eles queimaram as casas e depois foram atrás da população que tinha fugido para a mata e começaram com as suas ações macabras”, afirmou o comandante Bernardino Rafael.

Os grupos armados que dizem pertencer ao Daesh lançaram dezenas de ataques na região de Cabo Delgado desde o início do ano e controlam desde abril a capital provincial, Mocímboa da Praia.
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