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João Lourenço remodela governo angolano de surpresa

Presidente angolano anunciou remodelação profunda que atinge quase todos os setores e elimina sete ministérios.
Ricardo Ramos 8 de Abril de 2020 às 08:25
Presidente angolano, João Lourenço
João Lourenço, Presidente de Angola
Presidente angolano, João Lourenço
João Lourenço, Presidente de Angola
Presidente angolano, João Lourenço
João Lourenço, Presidente de Angola
O presidente angolano, João Lourenço, anunciou segunda-feira à noite uma profunda remodelação do governo, exonerando 17 ministros e 24 secretários de Estado e reduzindo de 28 para 21 o número de ministérios.

A remodelação apanhou de surpresa os observadores, principalmente por acontecer numa altura em que o país se encontra em pleno estado de emergência por causa da epidemia de Covid-19.

A principal novidade é a exoneração do ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, que será substituído no cargo por Tete António, que era até agora secretário de Estado da mesma pasta.

Entre as caras novas do executivo destaca-se Adjany Costa, jovem bióloga que venceu um prémio da ONU para os ambientalistas que mais se distinguiram no ano passado, e que vai liderar um superministério que junta Cultura, Turismo e Ambiente. As anteriores titulares daquelas pastas, respetivamente, Maria da Piedade Jesus, Maria Ângela Bragança e Paula Coelho, foram exoneradas.

De saída está também o ministro da Defesa, Salviano de Jesus Sequeira, que será substituído por João Ernesto dos Santos, até agora ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria. Adão Correia de Almeida será ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente, em substituição de Frederico Silva Cardoso.

Ex-arguido na Casa de Segurança
A nomeação mais surpreendente foi a do jurista Ernesto Manuel Norberto Garcia, ex-diretor da Unidade Técnica para o Investimento Privado e antigo porta-voz do MPLA, como diretor do Gabinete de Ação Psicológica e Informação da Casa de Segurança do Presidente da República.

Garcia foi um dos 11 arguidos no chamado caso da ‘burla tailandesa’, em que 11 pessoas foram acusadas de tentar burlar o Estado angolano em 50 mil milhões de dólares, mas acabou por ser absolvido pela Justiça no ano passado.
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