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Jornalista preso durante 24 horas na Bielorrússia relata terror vivido às mãos das autoridades

Situação de conflito vivida em Minsk acontece após a reeleição de Lukashenko que está no poder há 26 anos.
Correio da Manhã 15 de Agosto de 2020 às 00:29
Rosas, balões e tensão: População perdeu o medo numa Bielorrússia marcada pela repressão
Rosas, balões e tensão: População perdeu o medo numa Bielorrússia marcada pela repressão
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Nikita Telyzhenko, repórter do órgão de comunicação social russo, Znak.com, foi detido a 10 de agosto enquanto cobria as manifestações ocorridas na capital da Bielorrússia contra a reeleição do presidente Alexander Lukashenko com 80% dos votos. Este é já o sexto mandato do bielorrusso, que se encontra no poder desde 1994. Contas feitas, está há 26 anos no poder.

A candidata da oposição, Svetlana Tikhanovskaia, saiu derrotada com 10% dos votos. No entanto, foram divulgados gravações que mostram diálogos em mesas de votos com oficiais a pedir a troca de nomes, indicando que poderá ter existido fraude na vitória de Lukashenko. Em consequência da "vitória" que muitos consideraram fraudulenta, a população perdeu o medo e saiu à rua contra a reeleição do presidente. Em resposta, a população recebeu repressão por parte das autoridades.

Várias imagens, em redes sociais como o Telegram, não controladas pelo governo, têm-se vindo a multiplicar todas no mesmo sentido: "a guerra de um ditador contra o seu povo no coração da Europa".

Nikita Telyzhenko conta na primeira pessoa tudo aquilo que viu e viveu na capital bielorussa durante os protestos aos jornais franceses "Le Soir" e "Le Monde".

Telyzhenko conta como os veículos blindados e camiões encheram as ruas de Minsk. "Havia muitos soldados, OMON [forças especiais de controlo de motins da Bielorrússia] e polícias escondidos nas passagens subterrâneas e entre as casas", começa por relatar.

Nikita foi atirado para dentro de uma carrinha das autoridades que seguiam ordens do presidente. "Pedi que o meu telemóvel me fosse devolvido para informar a minha equipa editorial que eu tinha sido preso. Disse-lhes que não tinha partido nada, que não estava a participar no protesto, que era jornalista. A única resposta que recebi foi: ‘Sente-se, os nossos superiores estão a chegar e veremos isso’".

O repórter russo acabaria por passar horas no chão de uma sala de um posto de polícia, juntamente com várias pessoas obrigadas a permanecer no chão, de barriga e cabeça para baixo, com as mãos atrás da nuca. "Um tapete vivo, num charco de sangue", refere. De seguida, foi colocado juntamente com outras 30 pessoas numa cela para dois. Foi no pátio da prisão que testemunhou vários espancamentos com recurso a diversas ferramentas. Acabaria por ser libertado 24 horas depois, após intervenção da diplomacia russa.

Svetlana Tikhanovskaia, exilada na Lituânia, apelou a manifestações pacíficas por todas as cidades. Se de noite os protestos são mais agressivos, de dia veem-se cordões humanos, flores e balões.

"Os bielorrussos não querem continuar a viver com o poder anterior. A maioria não acredita na vitória (de Lukashenko)", afirmou a "derrotada". Svetlana acrescentou que, nas assembleias de voto onde a "contagem foi justa", obteve entre 60% e 70% dos votos.

Como resposta, o Governo já libertou milhares de detidos e disse estar "pronto para o diálogo construtivo e objetivo com os parceiros estrangeiros sobre todas as questões ligadas aos acontecimentos desde a campanha".

Svetlana Tikhanovskaia Alexander Lukashenko Bielorrússia
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