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Jovem mãe morre de cancro após ser obrigada a parar tratamentos devido à pandemia

Kelly Smith, de 31 anos, deixou um filho de seis.
Correio da Manhã 20 de Outubro de 2020 às 11:20
Kelly Smith
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A pandemia de Covid-19 tem trazido vários desafios à humanidade, mas para quem já se encontrava num estado de saúde frágil tem sido devastadora. Foi o caso de Kelly Smith, de 31 anos, que morreu após o tratamento para o cancro do intestino ter sido interrompido.
 
Dados do Gabinete de Estatísticas do Reino Unido revelam que mais de 27 mil pessoas morreram nas suas casas este ano, de causas não relacionadas com a Covid-19, como cancro, problemas cardíacos ou demência. 

O pai de Kelly alerta que suspender serviços durante o confinamento pode levar a milhares de mortes prematuras ou desnecessárias.

Kelly Smith ficou devastada quando a quimoterapia foi interrompida contra a sua vontade, temendo que lhe estavam a roubar tempo com o filho Finn, de seis anos.

O cancro atacou o fígado de Kelly seis semanas após a mulher ter parado o tratamento, devido à pandemia.

Nessa altura, disseram-lhe que teria duas semanas de vida. A mulher de Macclesfield, Cheshire, Inglaterra, morreu em junho.

Craig Russell, o pai da vítima, disse: "Apesar de existir o risco de apanhar Covid-19, era um risco potencial, comparado com a quimoterapia, sem a qual ela ia definitivamente morrer. Não é justo. Roubaram-lhe talvez seis meses, 12 meses, 18 meses de vida que ela poderia ter passado com o filho".

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