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Correio da Manhã

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Juiz recusa mandar prender Puigdemont

Supremo espanhol negou pedido para reativar mandado de detenção durante visita à Dinamarca.
Ricardo Ramos 23 de Janeiro de 2018 às 08:48
Puigdemont deixou Bruxelas para participar num debate em Copenhaga
Carles Puigdemont em Copenhaga
Puigdemont
Carles Puigdemont
Puigdemont
Puigdemont
Puigdemont deixou Bruxelas para participar num debate em Copenhaga
Carles Puigdemont em Copenhaga
Puigdemont
Carles Puigdemont
Puigdemont
Puigdemont
Puigdemont deixou Bruxelas para participar num debate em Copenhaga
Carles Puigdemont em Copenhaga
Puigdemont
Carles Puigdemont
Puigdemont
Puigdemont
O Supremo Tribunal espanhol rejeitou um pedido urgente da Procuradoria-Geral do Estado para reativar o mandado europeu de detenção contra o líder separatista catalão Carles Puigdemont, que ontem abandonou o seu refúgio em Bruxelas para participar num debate na Dinamarca.

O juiz Pablo Llarena considerou que tudo não passava de um estratagema de Puigdemont para ser detido e assim culpar o Estado espanhol e a Justiça pela sua ausência no debate de investidura no Parlamento catalão, na próxima semana.

Apesar de considerar "razoável" o pedido da Procuradoria para reativar o mandado europeu de detenção por se tratar de um fugitivo à Justiça, o juiz Llarena preferiu adiar a medida para não prejudicar a "ordem constitucional e o normal funcionamento" do parlamento catalão.

O magistrado considerou "remoto" o interesse académico da deslocação de Puigdemont à Dinamarca, afirmando que a viagem não passa de uma "provocação" do ex-líder do governo catalão para forçar a sua detenção e assim justificar a sua ausência no debate de investidura, uma vez que sabe da "impossibilidade legal" de ser investido à distância por videoconferência.

Mais, explicou, se Puigdemont fosse detido, poderia exigir delegar o seu voto tal como fizeram os três deputados que se encontram em prisão preventiva.

Parlamento confirma candidatura
O líder do parlamento catalão, Roger Torrent, propôs ontem o nome de Carles Puigdemont como candidadato à presidência da Generalitat no debate de investidura da próxima semana.

Apesar de reconhecer a "situação pessoal e judicial" de Puigdemont, exilado em Bruxelas, Torrent mantém que o cabeça de lista do Juntos Pela Catalunha tem "absoluta legitimidade" para ser candidato à chefia do governo catalão.

Mossos tentaram destruir alerta
A polícia regional catalã tentou destruir o aviso feito pelos EUA sobre a ameaça de um atentado em Barcelona, diz o ‘El Periódico’.

Os Mossos D’Esquadra negaram ter recebido o aviso, mas o alerta foi encontrado entre os documentos que agentes tentaram destruir após o referendo.

PORMENORES 
A "sombra de Franco"
Puigdemont aproveitou o debate na Universidade de Copenhaga para denunciar mais uma vez as "violações do Estado de Direito" cometidas pelo Estado espanhol, arremeter contra "a sombra de Franco" que leva a encarcerar "presos políticos" e criticar a UE por "olhar para o outro lado".

Admite referendo nacional
Puigdemont garantiu que a Catalunha terá novo governo independentista "em breve" e admitiu, pela primeira vez, que um referendo em toda a Espanha "poderia ser uma boa solução".
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