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Júpiter e Saturno vão alinhar-se e a "Estrela de Belém" vai ser vista nos céus 800 anos depois

Fenómeno, que cria uma espécie de "planeta duplo", vai ser visível no próximo dia 21 de dezembro.
Correio da Manhã 5 de Dezembro de 2020 às 09:59
Júpiter e Saturno vão alinhar-se e a 'Estrela de Belém' vai ser vista nos céus 800 anos depois
Júpiter e Saturno vão alinhar-se e a 'Estrela de Belém' vai ser vista nos céus 800 anos depois FOTO: Direitos Reservados / Twitter
Um verdadeiro "Milagre de Natal". Aquela que é considerada a "Estrela de Belém" vai ser vista nos céus 800 anos depois.

Os planetas Júpiter e Saturno, geralmente separados no céu noturno, vão estar tão próximos um do outro no final deste mês que poderão sobrepôr-se, avança a NASA. O fenómeno, que cria uma espécie de "planeta duplo", não era visível desde 1226, ou seja, desde a Idade Média.

De acordo com o Washington Post, os dois planetas aproximaram-se novamente em 1623, mas o episódio não foi visível da Terra devido ao brilho do sol.

O fenómeno, conhecido como "conjunção", ocorre quando há o alinhamento de dois objetos celestes. Neste caso, o evento é designado de "grande conjunção", uma vez que envolve os dois maiores planetas (conhecidos) da nossa galáxia. Os corpos estarão separados por menos de um terço da largura da lua já no próximo dia 21 de dezembro, mas continuarão, na verdade, separados por 450 milhões de milhas no espaço.

Os dois planetas ficam alinhados uma vez a cada duas décadas, uma vez que Júpiter leva aproximadamente 12 anos a dar uma volta ao Sol contra os 30 anos de Saturno.

A conjunção de Júpiter e Saturno é também conhecida como "Estrela de Belém". A conclusão foi do astrónomo alemão Johannes Kepler, no longínquo ano de 1614. Há ainda teorias que sugerem que a estrela que "guiou" os Três Reis Magos resulte de uma conjunção tripla de Júpiter, Saturno e Vénus 

Em declarações ao jornal norte-americano, Michael Brown, astrónomo da Universidade de Monash, na Austrália, sublinhou que a grande conjunção "vai ser visível a olho nu", sem que sejam necessários "instrumentos sofisticados".

De acordo com projeções do astrónomo da Rice University, Patrick Hartigan, a próxima conjunção será visível em 2080.

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