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Correio da Manhã

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Líder basco acusa PP de “mau perder”

Populares vão usar maioria no Senado para alterar Orçamento e punir nacionalistas pelo apoio à moção de censura que derrubou Rajoy.
Ricardo Ramos 5 de Junho de 2018 às 01:30
Pedro Sánchez (à direita) recebeu o PR ucraniano Petro Poroshenko no seu  primeiro ato oficial desde que tomou posse como primeiro-ministro, no sábado
Andoni Ortuzar, presidente do Partido Nacional Basco
Mariano Rajoy cumprimenta Pedro Sánchez após ser derrotado na moção de censura
Pedro Sánchez é o novo primeiro-ministro de Espanha
Pedro Sánchez (à direita) recebeu o PR ucraniano Petro Poroshenko no seu  primeiro ato oficial desde que tomou posse como primeiro-ministro, no sábado
Andoni Ortuzar, presidente do Partido Nacional Basco
Mariano Rajoy cumprimenta Pedro Sánchez após ser derrotado na moção de censura
Pedro Sánchez é o novo primeiro-ministro de Espanha
Pedro Sánchez (à direita) recebeu o PR ucraniano Petro Poroshenko no seu  primeiro ato oficial desde que tomou posse como primeiro-ministro, no sábado
Andoni Ortuzar, presidente do Partido Nacional Basco
Mariano Rajoy cumprimenta Pedro Sánchez após ser derrotado na moção de censura
Pedro Sánchez é o novo primeiro-ministro de Espanha
O líder do Partido Nacionalista Basco (PNV), Andoni Ortuzar, acusou o Partido Popular (PP) de "vingança" e "mau perder" por ameaçar retirar do Orçamento os 540 milhões de euros destinados ao País Basco como retaliação pelo apoio do partido à moção de censura que derrubou Mariano Rajoy e levou os socialistas ao poder.

"Em política, o afã de vingança e revanchismo costuma correr mal contra quem o pratica, não contra quem o sofre", afirmou Ortuzar, lembrando que o próprio Rajoy considerou o Orçamento como "o melhor de sempre". "Desvirtuar o Orçamento agora seria mau perder", acusou.

Em causa estão os 540 milhões em investimento estatal prometidos por Rajoy ao País Basco para garantir o apoio do PNV ao Orçamento. No entanto, dois dias depois de o Orçamento ser aprovado no Parlamento, o partido basco votou a favor da moção de censura que derrubou o governo do PP, após receber garantias de Sánchez de que manteria o Orçamento negociado por Rajoy.

Agora, os populares ameaçam usar a sua maioria no Senado para alterar o Orçamento e retirar os fundos prometidos ao PNV. Os dirigentes do PP acusam os nacionalistas bascos de hipocrisia e lembram que foram eles que rasgaram "de forma unilateral" o acordo existente.

Madrid mantém controlo das contas catalãs
O novo governo socialista vai continuar a controlar diretamente as Finanças da Catalunha, apesar do levantamento do Artigo 155 e consequente reposição da autonomia regional.

Sánchez admite, no entanto, devolver o controlo das contas à Generalitat "à medida que a legalidade for sendo reposta". Sobre a exigência independentista de transferir os separatistas detidos para mais perto da Catalunha, o PSOE diz que a decisão "cabe à Justiça".

Borrell nos Negócios Estrangeiros
O ex-presidente do Parlamento Europeu Josep Borrell, de 71 anos, é o primeiro nome do novo governo a ser conhecido. O veterano político socialista, que foi ministro das Obras Públicas, Transportes e Ambiente com Felipe González (1991-96) vai ocupar pasta dos Negócios Estrangeiros.

PORMENORES 
Ministério da Igualdade
O PM Pedro Sánchez vai recuperar o Ministério da Igualdade criado por Zapatero em 2008 e criar um Comissariado Contra a Pobreza Infantil. Admite ainda nomear pessoas do Podemos e outros partidos para o Tribunal Constitucional e outros órgãos.

Marcação ao governo
O Podemos está a pressionar Sánchez a incluir dois temas da sua agenda já na primeira reunião do novo Conselho de Ministros. São eles as licenças de paternidade e maternidade iguais e a indexação da subida das pensões à inflação.
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