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Líder de grupo radical de apoio a Bolsonaro presa em Brasília

Prisão foi pedida pelo Procurador-Geral da República, Augusto Aras, e autorizada pelo juiz Alexandre de Moraes, do STF.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 15 de Junho de 2020 às 16:28
Ativista brasileira de extrema-direita Sara Winter
Ativista brasileira de extrema-direita Sara Winter
Ativista brasileira de extrema-direita Sara Winter
Ativista brasileira de extrema-direita Sara Winter
Ativista brasileira de extrema-direita Sara Winter
Ativista brasileira de extrema-direita Sara Winter

A ativista brasileira de extrema-direita Sara Winter, líder do grupo radical de apoio a Jair Bolsonaro "300 do Brasil", foi presa ao amanhecer desta segunda-feira em Brasília. Agentes da Polícia Federal prenderam Sara nas primeiras horas da manhã e outros cinco membros do grupo, que tem desencadeado ações contra órgãos de poder, principalmente o Supremo Tribunal Federal (STF).

A prisão foi pedida pelo Procurador-Geral da República, Augusto Aras, e autorizada pelo juiz Alexandre de Moraes, do STF. Moraes comanda uma investigação instaurada no Supremo Tribunal sobre quem organiza e financia os atos anti-democráticos que se realizam desde março todos os domingos em Brasília pedindo uma intervenção militar e o encerramento do Congresso e do STF, e nos quais o próprio Jair Bolsonaro tem participado e discursado.

Bolsonaro não é oficialmente investigado neste processo, pois o que se pretende apurar é quem financia e promove os atos e não quem participa neles. Mas Sara e outros membros do grupo ultra radical de direita têm-se destacado nessas manifestações e em eventos de cunho violento promovidos contra o órgão máximo da justiça brasileira.

Comandando um acampamento erguido em maio no relvado da Esplanada dos Ministérios, no coração do centro de poder em Brasília, Sara liderou dias atrás uma marcha de radicais contra o Supremo Tribunal usando túnicas e capuzes como os da organização supremacista branca norte-americana Ku Klux Klan, todos empunhando tochas acesas simulando irem incendiar a sede da justiça. Sábado passado, depois de a polícia de Brasília, cumprindo uma ordem do governador da capital federal, Ibaneis Rocha, ter desmontado o acampamento ilegal do grupo, cerca de 30 ativistas fizeram outro ato hostil ao Supremo Tribunal, disparando por cerca de cinco minutos foguetes de fogo de artifício contra a sede da entidade.

Sara Winter, que na verdade, se chama Sara Fernandes, é uma ex-ativista do grupo feminista internacional Femen, já foi comunista e anarquista e agora é de ultra-direita e fanática apoiante de Jair Bolsonaro. Ela já desafiou juízes do STF a "trocarem uns murros" com ela, e é investigada em outros processos, nomeadamente no que apura o disparo em massa de mensagens falsas para prejudicar adversários do presidente. 

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