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Lula da Silva é o favorito para vencer presidenciais brasileiras de 2022 na primeira volta

Previsão é o resultado de uma sondagem eleitoral realizada pelo IPEC, um novo instituto de sondagens e opinião pública formado por ex-executivos.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 26 de Junho de 2021 às 15:52
Lula da Silva
Lula da Silva FOTO: Reuters

Se as eleições presidenciais brasileiras marcadas para Outubro do próximo ano se realizassem este sábado, o ex-presidente Lula da Silva seria eleito logo na primeira volta, superando largamente o actual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, que ficaria em segundo. A previsão é o resultado de uma sondagem eleitoral realizada pelo IPEC, um novo instituto de sondagens e opinião pública formado por ex-executivos após o fim do IBOPE, que durante anos foi o principal do Brasil.

De acordo com os números levantados pelo IPEC, se as presidenciais fossem este sábado, Lula seria eleito já nesta primeira votação, com 49% dos votos válidos, 11% a mais do que a soma dos outros quatro candidatos melhor classificados. Jair Bolsonaro, que está em campanha há meses, apesar de isso ser ilegal, e viaja pelo Brasil inaugurando estradas, pontes e bairros populares, ficaria com apenas 23% dos votos.

Os representantes da chamada "Terceira Via", que tentam vencer a bipolarização entre a esquerda de Lula e a extrema-direita de Bolsonaro mas não conseguem definir uma candidatura de consenso, ficariam muito longe dos dois favoritos. Ainda de acordo com os números do IPEC, Ciro Gomes, terceiro classificado nas presidenciais de 2018, manteria agora essa terceira colocação, mas com somente 7% dos votos, sendo seguido pelo eterno rival de Bolsonaro, o governador de São Paulo, João Doria, que surge com 5%, e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que rompeu com o governo em Abril do ano passado, que teria 3%.

Nas presidenciais de 2018, vencidas por Jair Bolsonaro, Lula da Silva também liderava com bastante vantagem, mas foi proibido de disputar as eleições no último momento, por ter sido condenado por corrupção pelo antigo juiz da Operação Lava Jato Sérgio Moro. Depois da vitória de Bolsonaro, Moro tornou-se ministro da Justiça, levantando muitas suspeitas, e as sentenças que ele proferiu contra Lula foram anuladas meses atrás pelo Supremo Tribunal Federal, que considerou o antigo magistrado parcial nesses processos contra o ex-presidente, que voltou a ser elegível. 

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