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Lula defende vacina contra a Covid-19 e pede que Brasil não siga "decisão imbecil" de Bolsonaro

Ex-presidente brasileiro lançou duras críticas à gestão do atual mandatário.
Lusa 10 de Março de 2021 às 16:24
Lula da Silva
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O ex-presidente do Brasil Lula da Silva defendeu esta quarta-feira as vacinas contra a covid-19 e lançou duras críticas à gestão do atual mandatário, apelando a que os brasileiros não sigam "nenhuma decisão imbecil" de Jair Bolsonaro.

"Vou tomar a minha vacina, não importa de que país. E quero fazer propaganda para o povo brasileiro. Não siga nenhuma decisão imbecil do Presidente da República [Jair Bolsonaro] ou do ministro da Saúde [Eduardo Pazuello]", criticou Lula da Silva, em São Paulo, na sua primeira declaração pública após as condenações no Paraná terem sido anuladas.

"Tome vacina, porque a vacina é uma das coisas que pode livrar você da covid-19. Mas mesmo tomando vacina, não ache que você já [pode] tirar a camisa, já [pode] ir para o'boteco' [bar] pedir uma cerveja gelada, ficar conversando. Não! Você precisa de continuar a fazer isolamento, continuar a utilizar máscara, álcool em gel. Pelo amor de Deus. Esse vírus, essa noite, matou quase 2.000 pessoas. As mortes estão sendo naturalizadas", disse, em tom exaltado, o ex-mandatário.

Lula recusa confirmar possível candidatura para 2022 e considera polarização positiva
Lula da Silva recusou confirmar se será novamente candidato nas eleições presidenciais de 2022 e considerou a polarização política no país como algo positivo.

"Seria pequeno se estivesse pensando em 2022 neste instante. Agora o PT [Partido dos Trabalhadores] tem que colocar as suas lideranças para andar pelo país, como Gleisi [Hoffmann, presidente nacional do PT] e Haddad [Fernando Haddad, antigo prefeito de São Paulo e ex-candidato presidencial em 2018] estão fazendo. Tem momento para tudo, não podemos ficar a responder se vamos ter candidato agora ou não", disse Lula, em São Paulo.

"Em 2022, o partido vai pensar no momento das convenções e discutir se vai ter candidato, ou se vai apostar numa frente ampla", acrescentou o ex-mandatário, na sua primeira declaração pública após as condenações no Paraná terem sido anuladas, não descartando uma aliança com partidos de centro.

Lula da Silva diz que não há mais espaço para o ódio em primeiro discurso sem condenações
O ex-presidente brasileiro Lula da Silva rejeitou o ódio no Brasil, dois dias após a justiça anular todas as suas condenações, e disse que quer percorrer o país para denunciar as ações do Presidente, Jair Bolsonaro.

"Não há mais espaço para guardar ódio (...) A Lava Jato desapareceu da minha vida. Não espero que as pessoas que me acusam parem de me acusar. Estou satisfeito que tenha sido reconhecida aquilo que meus advogados vem dizendo há muito tempo", afirmou Lula da Silva, numa conferência de imprensa em São Bernardo do Campo.

Esta foi a primeira vez que o maior líder da esquerda brasileira falou sem o peso de condenações judiciais, em quase quatro anos.

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