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Mãe tem bebé com duas cabeças e é obrigada pelo sogro a dá-lo para adoção

Caso raro de mal-formação foi detetado no início da gravidez, mas a mulher foi forçada a ter a criança.
Correio da Manhã 3 de Julho de 2020 às 09:04
Bebé de duas cabeças nasceu no Uzebequistão
Bebé de duas cabeças nasceu no Uzebequistão
Bebé de duas cabeças nasceu no Uzebequistão
Bebé de duas cabeças nasceu no Uzebequistão
Bebé de duas cabeças nasceu no Uzebequistão
Bebé de duas cabeças nasceu no Uzebequistão
Bebé de duas cabeças nasceu no Uzebequistão
Bebé de duas cabeças nasceu no Uzebequistão
Bebé de duas cabeças nasceu no Uzebequistão

Um bebé de duas cabeças nasceu num hospital em Samarkand, no Uzebequistão, num caso raro, que os médicos explicam que "pode acontecer uma vez a cada 220 mil nascimentos". Os clínicos ficaram surpreendidos durante o parto, mas verificaram que o caso é ainda mais especial porque a criança está a recuperar bem e não se trata de um caso mais comum de gémeos siameses, porque apenas o corpo é partilhado e a criança tem dois cérebros funcionais.

A mãe do bebé quebrou agora o silêncio e revela que foi obrigada a levar a gravidez até ao fim pelo sogro que, depois do nascimento da criança, a forçou a dar o bebé para adoção.

"Descobri que o bebé não estava bem às 21 semanas de gestação, mas o meu sogro é profundamente religioso e não permitiu que eu abortasse, mesmo contra todos os conselhos médicos. A minha vida também estava em risco", relata a mulher, preferindo não se identificar.

Aos jornais locais, o avô do bebé justificou o facto de ter obrigado a nora a dar o bebé para adoção: "O que é que lhes havíamos de fazer? Nem sequer sei se vão sobreviver. Eu errei, não a devia ter obrigado a ir até ao fim com a gravidez. Eu achava que o bebé iria acabar por nascer saudável".

O médico Dr. Dilshod Rakhmonov, que está a cargo do cado, relatava que a criança, está nos Cuidados Intensivos, mas a recuperar. "Crianças que nascem nestas condições podem, em alguns casos, viver entre 30 a 50 anos", explica. O bebé vai manter-se no hospital até que lhe seja encontrada uma nova família.

Segundo uma amiga da mãe esta está "destroçada" e "só chora e reza" pelos filhos.

Samarkand Uzebequistão questões sociais saúde família
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