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Correio da Manhã

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Mais de 160 mortos na repressão de protestos no Cazaquistão

Entre as vítimas mortais das investidas da polícia e do exército ordenadas pelo presidente há três crianças.
Francisco J. Gonçalves 10 de Janeiro de 2022 às 08:27
As ruas de Almaty ficaram pejadas de carros carbonizados e prédios destruídos após dias 
de protestos violentos
Protesto contra Putin em Kiev
As ruas de Almaty ficaram pejadas de carros carbonizados e prédios destruídos após dias 
de protestos violentos
Protesto contra Putin em Kiev
As ruas de Almaty ficaram pejadas de carros carbonizados e prédios destruídos após dias 
de protestos violentos
Protesto contra Putin em Kiev
A violenta repressão dos protestos contra o governo em Almaty e outras cidades do Cazaquistão fez pelo menos 164 mortos, entre os quais três crianças, referiram este domingo fontes noticiosas cazaques citando dados de responsáveis de saúde. Esse número fica bem acima dos dados oficiais anteriores, que referiam um máximo de 44 mortos.

Segundo agora indica o Ministério da Saúde, 103 mortes tivera lugar só em Almaty, maior cidade do país e foco do movimento de contestação do aumento de combustíveis desencadeado no passado dia 2.

Os dias de violência que se seguiram foram considerados os piores dos 30 anos de História do Cazaquistão independente. Além das vítimas mortais, registaram-se milhares de feridos e foram detidas quase seis mil pessoas, entre elas “um número elevado de estrangeiros”, como referiu o gabinete da presidência. Recorde-se que o presidente Kassym-Jomart Tokayev tem repetido que os distúrbios foram causados por “criminosos e terroristas”.

Em Nur-Sultan, capital do país, foi reforçada a segurança, tendo sido bloqueado o acesso ao palácio presidencial. Depois da detenção do chefe da espionagem, aliado do ex-presidente Nursultan Nazarbayev, cresce a sensação de que está em curso uma luta pelo poder com resultados incertos.

Destino da Ucrânia debatido em Genebra
Começou este domingo em Genebra, Suíça, uma série de encontros entre enviados dos EUA e da Rússia que coloca em cima da mesa o destino da Ucrânia. O ponto de partida é o conjunto de exigências apresentado por Moscovo aos EUA e à NATO. Entre elas conta-se a de que a Ucrânia não entre na NATO e que os EUA restrinjam deslocação de tropas e atividades militares no leste europeu. Com este ponto de partida, o sucesso das reuniões é duvidoso, pois essas exigências são consideradas inaceitáveis.
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