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Manifestantes atacam edifício em Hong Kong que acolhe portadores do coronavírus

"Atos destrutivos representam séria ameaça à segurança das pessoas que estão no local", segundo as autoridades.
Lusa 26 de Janeiro de 2020 às 16:36
Manifestantes atacam edifício em Hong Kong que acolhe portadores do coronavírus
Manifestantes atacam edifício em Hong Kong que acolhe portadores do coronavírus
Manifestantes atacam edifício em Hong Kong que acolhe portadores do coronavírus
Manifestantes atacam edifício em Hong Kong que acolhe portadores do coronavírus
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Manifestantes atacam edifício em Hong Kong que acolhe portadores do coronavírus
Os manifestantes nas ruas de Hong Kong atiraram este domingo cocktails molotov contra um prédio desocupado que foi escolhido para ser uma área de quarentena para pessoas suspeitas de serem portadoras do coronavírus, avançou a polícia.

"Esses atos destrutivos representam uma séria ameaça à segurança das pessoas que estão no local", disse a polícia de Hong Kong, num comunicado citado pela agência de notícias francesa AFP.

No local, um fotógrafo da AFP viu grandes chamas saírem da entrada do prédio antes da intervenção dos bombeiros.

Até o momento, foram detetados seis casos relacionados com este surto em Hong Kong, território autónomo no sudeste da China.

Entre as medidas implementadas em Hong Kong destaca-se a transformação de um prédio recentemente concluído, mas ainda vazio, na cidade de Fanling, para quarentena temporária de pessoas suspeitas de serem portadoras do coronavírus.

Este domingo à noite, dezenas de pessoas reuniram-se perto do prédio escolhido e protestaram contra a instalação, com alguns dos manifestantes a bloquearam as ruas e a atirarem cocktails molotov contra o edifício.

Depois de a polícia dispersar os manifestantes, o Centro de Proteção à Saúde disse que os planos para transformar o prédio num centro de quarentena foram suspensos, adiantando que já foi instalado um primeiro centro de quarentena num parque longe da cidade e outros dois parques estão prontos para virem a receber pessoas suspeitas de serem portadoras do coronavírus.

Além disso, as autoridades estão a procurar unidades hoteleiras dispostas a acomodar as equipas médicas que trabalham nos centros de tratamento isolados onde os primeiros doentes são recebidos.

No sábado, as autoridades de Hong Kong declararam que o estado de "emergência" devido ao coronavírus e anunciaram uma série de medidas, nomeadamente o encerramento de escolas primárias e secundárias durante as duas próximas semanas, depois das férias do Ano Novo Lunar.

Outra das medidas anunciadas foi a decisão de bloquear o acesso de comboios e aviões com origem na cidade chinesa de Wuhan, onde o vírus foi detetado pela primeira vez no final do ano passado.

Esta cidade chinesa está de quarentena desde quinta-feira, na esperança de impedir a propagação do coronavírus.

Segundo o balanço mais recente da Comissão Nacional de Saúde chinesa, o coronavírus detetado em Wuhan no final do ano infetou mais de duas mil pessoas e provocou, pelo menos, 56 mortos na China.

Além da China continental, há quase meia centena de infeções confirmadas em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá.

As autoridades chinesas alertaram que o país está no ponto "mais crítico" quanto ao controlo do vírus e suspenderam transportes, cancelaram celebrações do Ano Lunar do Rato e colocaram em quarentena 13 cidades.

Os sintomas associados à infeção causada pelo coronavírus com o nome provisório de 2019-nCoV são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.

O novo coronavírus foi detetado no final do ano em Wuhan, uma cidade com 11 milhões de habitantes e capital da província de Hubei, no centro da China.

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