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Correio da Manhã

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Mata pai de 92 anos porque "era vampiro"

Ficou à espera que ressuscitasse para lhe espetar uma estaca no coração.
Pedro Zagacho Gonçalves 5 de Julho de 2020 às 09:33
Douglas Novak contou ao juiz que ficou dois dias ao lado do corpo do pai
Douglas Novak contou ao juiz que ficou dois dias ao lado do corpo do pai FOTO: Direitos Reservados
Um norte-americano foi condenado a uma pena de 30 anos de prisão por ter espancado o próprio pai, de 92 anos, até à morte. Douglas Novak justificou o crime às autoridades por pensar que o pai "era um vampiro" e confessou ter agredido o idoso com violência, usando o braço de uma cadeira de madeira.

Em tribunal, o homem contou que espancou o pai em casa, na localidade de Hempfield, no estado norte-americano da Pensilvânia e que depois arrastou o corpo, primeiro para a banheira, e depois para a cama. Ficou dois dias ao lado do corpo do pai "à espera que acordasse, para lhe espetar uma estaca no coração, porque é assim que se matam os vampiros". À volta da cama acendeu velas e encetou uma espécie de ritual. As velas causaram um incêndio, que alertou as autoridades e permitiu a descoberta do crime.

A defesa do homem alegou que Douglas Novak sofre de transtorno bipolar e esquizofrenia, e que não estava a tomar medicação. A acusação contrapôs, alegando que o homicida tinha confessado que o ataque foi também motivado por o pai lhe ter tirado o telemóvel.

A irmã de Douglas relatou que o irmão tinha uma relação conflituosa com o pai e que tinha por hábito recusar tomar a medicação. O homicida, devido ao historial de doença mental, poderá sair em liberdade condicional daqui a 10 anos.
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