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Médico saudável morre com patologia no sangue 16 dias após receber vacina contra a Covid-19

Gregory Michael desenvolveu uma doença rara autoimune que faz com que o corpo destrua as próprias plaquetas.
Correio da Manhã 8 de Janeiro de 2021 às 10:30
Gregory Michael
Gregory Michael FOTO: Direitos Reservados / Facebook

Um médico morreu com uma doença rara no sangue 16 dias depois de ter recebido a vacina da Pfizer contra a covid-19.

Gregory Michael, obstetra de 56 anos na Florida, nos EUA, morreu no passado domingo depois de ter desenvolvido uma doença rara autoimune, que faz com que o corpo destrua as próprias plaquetas, essenciais para ajudar o sangue a coagular.

De acordo com o jornal "Daily Mail", que cita declarações de Heidi Neckelmann, mulher de Gregory, a vítima era saudável e não tinha doenças pré-existentes.

"Na minha opinião, a morte dele esteve 100% ligada à vacina. Não há outra explicação", revelou emocionada ao jornal britânico, acrescentando que foram realizados vários exames, incluindo despiste de cancro.

Gregory foi vacinado a 18 de dezembro, mas não apresentou uma reação imediata à doença. Foram necessários três dias para que o médico reparasse numas manchas vermelhas nos pés e nas mãos que indicavam uma hemorragia sob a pele.

Ao dar entrada no Mount Sinai Medical Center em Miami Beach, na Flórida, local onde trabalhava, os colegas descobriram que Michael apresentava uma falha aguda de plaquetas.

Após duas semanas de transfusões e tratamentos experimentais, os profissionais não conseguiram aumentar o número de plaquetas. Gregory acabou por morrer vítima de um derrame hemorrágico, antes sequer de ser submetido a uma operação.

"O meu marido conversou com os médicos que disseram ser altamente provável que a vacina fosse a causa", concluiu Heidi, relembrando o quanto o marido gostava da profissão.

"Fez nascer centenas de bebés lindos e saudáveis. Não têm ideia de quantas mensagens recebi e de quantas pessoas me ligavam a chorar. Era uma alma especial", relembrou a mulher, que tenta agora ultrapassar a morte junto da filha que tinha em comum com o marido.

Heidi mostra-se agora cética relativamente a receber a vacina contra a Covid-19. 
"Não vou deixar a minha filha ou qualquer outra pessoa da minha família tomar a vacina agora", sublinhou.

O site da FDA alerta sobre possíveis efeitos colaterais que duram vários dias, incluindo dor no local da injeção, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, calafrios, dor nas articulações e febre.

A Pfizer e a BioNTech lamentaram já a morte do médico e abriram investigação ao caso. No entanto, afirmaram já que não acreditam que haja conexão direta entre a morte e a inoculação.

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