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Melhores amigos casados há 35 anos morrem com coronavírus com 11 dias de diferença

Filho conta história de amor do casal que foi inseparável até ao fim.
Correio da Manhã 6 de Agosto de 2020 às 16:33
Keith e Gwendolyn viveram história de amor até ao fim
Keith e Gwendolyn viveram história de amor até ao fim
Keith e Gwendolyn viveram história de amor até ao fim
Keith e Gwendolyn viveram história de amor até ao fim
Keith e Gwendolyn viveram história de amor até ao fim
Keith e Gwendolyn viveram história de amor até ao fim

Delon Adams, um norte-americano natural de Vallejo, na Califórnia, EUA, está inconsolável depois de ver os pais Keith e Gwendolyn Robinson, morrerem devido à pandemia do novo coronavírus. O homem e a mulher, de 62 e 60 anos, respetivamente, sempre foram os melhores amigos, estavam casados há 35 anos e morreram com Covid-19 com apenas 11 dias de diferença. 

O filho do casal conta à CNN que a história de amor dos pais é muito parecida com a do romance de Nicholas Sparks ‘ O Diário da Nossa Paixão’, com a diferença que Keith e Gwendolyn não morreram a agarrar as mãos um do outro.

Os dois conheceram-se no liceu e ficaram os melhores amigos. Inseparáveis, eram fãs ávidos de desporto e não perdiam um evento ou jogo das equipas locais. Acabaram por casar e foram inseparáveis até ao fim. "É uma história de dois passarinhos apaixonados. Eles mostraram-me o que é cuidar de alguém o que é amar alguém", conta Delon.

Keith, de 62 anos foi o primeiro a manifestar sintomas. Diabético, achou que era devido a essa doença que estava debilitado. Dois dias depois Gwendolin também começou a ver a sua saúde piorar, mas mais drasticamente.

A mulher sofria de asma e estava a lutar contra um tipo de cancro no sangue há mais de um ano, estando a aguardar pelos tratamentos de quimioterapia quando ficou doente com Covid-19.

"No dia seguinte a minha irmã disse-lhe que era melhor levá-la ao hospital. E foi a última vez que estivemos fisicamente com ela", recorda o filho do casal. 

Keith e Gwendolyn foram internados com dois dias de diferença (a 12 e 14 de julho). Gwendolyn foi a primeira a não sobreviver à doença. Feliz até ao fim, morreu enquanto se despedia por videochamada do marido e dos netos, quatro dias depois de ser internada.

Delon conta que, para Keith, os dias que se seguiram foram uma verdadeira montanha-russa, com dias muito bons e outros muito maus e que, "a partir de dia 29 de julho tudo começou a piorar". Keith estava com problemas graves nos rins e precisava de diálise. O novo coronavírus não deixou que o norte-americano chegasse a fazer o tratamento e acabou por morrer no hospital.

"Tem sido muito duro. Uma coisa é saber que vamos ficar sem os nossos pais eventualmente, outra é saber que numa semana está tudo bem e, na seguinte, nunca mais os vou ver. Estou em choque", confessa o filho do casal.

Keith e Gwendolyn deixam quatro filhos e 10 netos. As cerimónias fúnebres do casal decorrerão em Vallejo, no dia 12 de agosto.

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