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Menina com síndrome de Down torna-se modelo após médicos sugerirem que fosse entregue para adoção

Kennedy Garcia com 15 anos é representada por uma agência de modelos e compete em provas distritais de dança.
Correio da Manhã 22 de Fevereiro de 2020 às 12:08
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção
Menina com síndrome de Down torna-se modelo anos após médicos sugerirem que fosse dada para adoção

Uma menina com Síndrome de Down tornou-se modelo 15 anos após os obstetras que auxiliaram o parto da mãe sugerirem que a mesma fosse entregue para adoção. Hoje, Kennedy posa para diversas marcas americanas e compete em provas distritais de dança.

De acordo com a mãe da jovem, após o parto, os médicos aconselharam-na a procurar um instituto especializado nestes casos ou um centro de adoção onde pudesse deixar a recém-nascida já que esta apresentaria muitas debilidades para uma recém-mamã enfrentar no futuro.

Informaram que Kennedy viria a tornar-se totalmente dependente dos pais, usaria fraldas já na sua fase adulta e que, por esses motivos, seria mais prudente a menina ser ‘descartada’ para terceiros.

Renee contou ao Yahoo! Lifestyle que, no dia em que Kennedy nasceu, uma nuvem negra pairou sobre a sua cabeça graças à informação dada pelos especialistas que a deixaram aterrorizada. Nessa mesma noite, Renee, conheceu uma parteira que encheu a sua menina de elogios e lhe contou que não pôde deixar de reparar nas semelhanças que esta tinha com a sua filha de 16 anos, também portadora de Síndrome de Down.

Foi durante este diálogo que Renee se informou sobre a condição de Kennedy e percebeu que, apesar de complicada, esta era uma doença que não se traduzia numa total dependência dos filhos perante os pais como os médicos lhe transmitiram numa primeira abordagem.

Após a conversa entre as duas mães, Renee afirma ter escolhido manter-se fiel à maternidade, decidindo ignorar todos os conselhos médicos e mantendo Kennedy sob a sua alçada.

A Síndrome de Down ou Tríssomia 21 surge como uma condição clínica que se traduz pela adição de um cromossoma 21 ao par de cromossomas já existente. Esta doença causa, entre muitas outras coisas, um aspeto físico característico, um possível atraso no desenvolvimento psicomotor do doente, perturbações na fala e tendência para sofrer com obesidade.

Aos cinco anos de idade, Kennedy foi diagnosticada com leucemia e, tempos mais tarde, foi submetida a uma intervenção cirúrgica de risco que tinha como principal objetivo endireitar o pescoço e coluna. Para isso, Kennedy teve que se manter seis meses com uma estrutura de metal aparafusada ao crânio de forma a garantir a postura correta.  

De acordo com o relato pela mãe, durante a recuperação, Kennedy nunca parou de sorrir e mostrou um grande interesse pelo mundo da dança. Por esse mesmo motivo, quando a jovem se mostrou completamente recuperada, Renee inscreveu-a para as primeiras aulas de dança e desde então não parou, participando já em competições distritais.

American Girl e Justice Clothing são algumas das marcas que Kennedy Garcia representa. A menina foi contratada por uma agência e, atualmente, viaja de tempos a tempos a Hollywood para ser fotografada. A jovem de 15 anos participa com frequência em castings para anúncios televisivos e foi justamente num desses castings que conheceu Matthew, o seu atual namorado de 19 anos.

Matthew também sofre com Síndrome de Down e, dada a idade do jovem, Kennedy acompanhou-o em 2019 ao seu baile de finalistas. Atualmente Renee e Kennedy dão palestras em escolas onde abordam a doença e a aventura que tem sido as suas vidas. 

Entre anúncios, sessões e colaborações em vídeos no Youtube a jovem tem dado a conhecer a sua história. Na rede social Instagram conta com mais de 68 mil seguidores e é lá que publica os seus trabalhos como modelo, as suas competições de dança e momentos da sua vida pessoal. 

Renee, por sua vez, garante que a cada obstáculo ultrapassado por Kennedy, tem mais certezas que fez o correto ao abraçar a aventura de ser mãe de uma menina com Síndrome de Down.

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