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Menina violada e agredida pede aos médicos que a deixem morrer para não voltar a casa

Criança, de sete anos, ficou em estado crítico após episódios de extrema violência às mãos dos pais.
Correio da Manhã 21 de Setembro de 2020 às 12:12
Menina
Menina FOTO: Getty Images

Uma menina de sete anos, que sofreu violência e abusos sexuais às mãos dos próprios pais em Pueblo, no México, pediu aos médicos que a deixassem morrer após ter dado entrada no Hospital de Las Margaritas em estado crítico. A menor contou que temia voltar a casa e preferia morrer a regressar para os pais.

A pequena Yaz deu entrada nas urgências no dia 21 de agosto, segundo a imprensa local que cita os médicos que acompanharam a vítima, a menina tinha hemorragias internas, um pulmão perfurado, queimaduras de cigarro por todo o corpo e queimaduras graves nas costas e tinha sinais de violação.

"Eu quero morrer. Não quero voltar para os meus pais, ele vão continuar a bater-me", disse a menina aos médicos. Yaz foi levada ao hospital por uma vizinha que testemunhou um dos episódios de violência.

Os pais, Rafael e Alejandra, foram já detidos e estão acusados de violência doméstica, agressão e maus-tratos infantis. O tio da criança, que será responsável pelos abusos sexuais, está em fuga às autoridades.

Segundo o Yucatan, no último ano Yaz já tinha estado no hospital com margas de agressão, cortes e queimaduras, mas nunca foi aberta investigação. A polícia investiga agora também a morte da irmã mais nova da menina, Mitzi, de três anos, que morreu em junho, segundo a autópsia, "devido a asfixia acidental".

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