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Correio da Manhã

Mundo

Milhares saem às ruas para lutar contra o racismo e ignoram distanciamento social

Em Portugal, os manifestantes juntaram-se sem respeitarem distâncias de segurança.
Maria Vaz 7 de Junho de 2020 às 10:02
Em Lisboa, as regras de distanciamento não foram cumpridas
Manifestantes usam máscaras em protestos no Porto
Centro de Londres repleto
Em Lisboa, as regras de distanciamento não foram cumpridas
Manifestantes usam máscaras em protestos no Porto
Centro de Londres repleto
Em Lisboa, as regras de distanciamento não foram cumpridas
Manifestantes usam máscaras em protestos no Porto
Centro de Londres repleto
O protesto contra o racismo e a violência policial juntou este sábado à tarde na Alameda, em Lisboa, milhares de pessoas. Na marcha, que seguiu até à praça do Comércio, os manifestantes reuniram-se sem cumprirem as regras de distanciamento social, apesar de a maioria ter usado máscara. No Porto, mais de mil pessoas marcharam na avenida dos Aliados, não respeitando, da mesma forma, a distância social imposta para prevenir a transmissão da Covid-19. Em Braga, Coimbra e Viseu também ocorreram manifestações.

Os protestos multiplicaram-se este sábado por todo o Mundo na sequência da morte de George Floyd às mãos da polícia em Minneapolis. O secretário de Estado da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, tinha pedido aos ingleses que não violassem as regras de confinamento participando nas manifestações programadas para o fim de semana. Hancock alertou que o país continua a viver uma crise de saúde pública e que "o coronavírus ainda é uma ameaça real e as pessoas devem proteger-se e proteger as suas famílias". Mas nada impediu os ingleses de protestarem em várias cidades, sendo que na capital inglesa um polícia acabou por ficar ferido. Em ‘Trafalgar Square’, no centro de Londres, milhares ajoelharam-se em silêncio, mantendo porém a distância de segurança.

Em Sydney, na Austrália, cerca de 20 mil pessoas protestaram contra o racismo, tendo acabado a polícia por usar gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes. O protesto, que tinha sido cancelado na sexta-feira, foi aprovado poucos minutos antes da hora programada para o início. Já em Berlim, Alemanha, os manifestantes vestiram camisolas pretas para alertar contra o racismo. Em Hamburgo, os protestos foram mais violentos e a polícia acabou por usar gás lacrimogéneo e afirmou ter um canhão de água pronto a ser usado.

PORMENORES
Fim das balas de borracha
Um tribunal de Denver, nos EUA, ordenou que a polícia deixasse de usar gás lacrimogéneo, balas de borracha e granadas de flash contra os manifestantes.

88 milhões de euros
Michael Jordan, o ex-jogador da Liga americana de basquetebol, vai doar cerca de 88 milhões de euros para organizações que lutam pela igualdade racial.

Gás acelera propagação
Vários médicos e especialistas de saúde pública já alertaram que usar gás lacrimogéneo e gás pimenta pode acelerar a propagação da Covid-19.
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