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Correio da Manhã

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Ministro dos Transportes angolano nega falta de fiscalização nos caminhos-de-ferro no furto de carris

Há negócios ilegais de venda de aço no país.
Lusa 19 de Fevereiro de 2021 às 12:41
O ministro dos Transportes de Angola disse esta sexta-feira que é preciso sensibilizar a população para os prejuízos que causam o roubo de carris e meios circulantes dos caminhos-de-ferro, subjacente ao negócio ilegal de venda de aço que se verifica no país.

Ricardo de Abreu respondia hoje a uma preocupação levantada pela deputada do grupo parlamentar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Maria Luísa Andrade, sobre uma alegada falta de fiscalização nos caminhos-de-ferro do país.

O governante angolano disse que não é por falta de fiscalização que se verificam os roubos de carris ou a vandalização de meios a nível ferroviário, um pouco por todo o país, mas sim por falta de consciência da população.

"Isso aí seria algo que gostaríamos de apelar também aos deputados, no sentido de incentivarmos a nossa população a não tomar estas medidas, porque elas só prejudicam ainda mais aqueles que mais precisam desses meios", disse.

O titular da pasta dos Transportes em Angola frisou que os atos de vandalismo nas linhas ferroviárias prejudicam não só a economia, mas a própria segurança dos utilizadores dessas linhas férreas.

"O roubo destes carris, não são carris que estejam em operação, são geralmente carris que hoje estão armazenados para manutenção ou foram substituídos e obviamente que há aqui um grande negócio que está subjacente ao aço e que acaba por criar esta dinâmica, seja nos transportes, seja até no Ministério da Energia e outros ministérios ou setores que acabam por ser atacados de alguma forma", realçou.

O ministro reafirmou que há fiscalização no setor ferroviário, mas há noção de que é preciso transmitir às populações que o vandalismo dos bens públicos é um crime que não deve ser alimentado.

As autoridades policiais angolanas têm anunciado regularmente a detenção, nas províncias de Luanda e Benguela, de cidadãos nacionais suspeitos do furto de carris de comboio, apanhados em flagrante, bem como de cabines e cabos elétricos, postes de iluminação, condutas de água potável, travessas de caminho-de-ferro.

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