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Correio da Manhã

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Morte de deputado conservador britânico foi um ato terrorista

Ataque que vitimou o conservador Davis Amess ligado a extremismo islâmico. Polícia acredita que suspeito agiu sozinho.
Manuela Guerreiro 17 de Outubro de 2021 às 09:33
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Deputado britânico esfaqueado até à morte em Igreja no Reino Unido
O ataque que vitimou o deputado conservador britânico David Amess está a ser tratado pelas autoridades como um incidente terrorista com "uma motivação potencial ligada ao extremismo islâmico". A polícia acredita que o homem de 25 anos detido pela polícia, sexta-feira, ainda no local, agiu sozinho, mas as investigações continuam para perceber se faz parte de uma rede. Foram realizadas buscas a duas casas em Londres e uma faca, que será a arma do crime, já tinha sido apreendida.

A Unidade de Contraterrorismo da Polícia Metropolitana de Londres e o serviço de segurança MI5 estão a vasculhar a vida do detido, cidadão do Reino Unido, e que segundo a BBC tem herança somali, para perceber como se radicalizou. Procuram, por exemplo, rastrear registos telefónicos. Funcionários de Whitehall dizem que o suspeito não estava referenciado no seu banco de dados.

David Amess, 69 anos, casado e pai de cinco filhos, foi esfaqueado repetidamente durante um encontro com eleitores num igreja metodista em Leigh-on-Sea, no Essex. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o líder trabalhista, Keir Starmer, e a ministra do Interior, Priti Patel, prestaram ontem homenagem a Amess.

Na sequência do ataque, vários deputados britânicos pediram a revisão das medidas de segurança que rodeiam as suas visitas semanais aos membros do eleitorado. Priti Patel deverá abordar o tema amanhã, no Parlamento.
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