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Correio da Manhã

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Mulher absolvida após ser acusada de ter matado colega de quarto: "Fui vista como uma psicopata"

Amanda Knox esteve presa durante quatro anos, em Itália.
15 de Junho de 2019 às 21:40
Amanda Knox
O caso remonta do ano de 2007
Processo de extradição de Amanda Knox pode começar agora
Amanda Knox tem atualmente 26 anos
Amanda Knox
O caso remonta do ano de 2007
Processo de extradição de Amanda Knox pode começar agora
Amanda Knox tem atualmente 26 anos
Amanda Knox
O caso remonta do ano de 2007
Processo de extradição de Amanda Knox pode começar agora
Amanda Knox tem atualmente 26 anos

Amanda Knox foi acusada de ter matado uma estudante britânica com quem dividia o quarto durante um intercâmbio escolar, em Itália. A mulher regressou ao país, onde a acusam de homicídio, para participar numa conferência sobre "Justiça e os Media".

Durante a conferência a mulher afirma que os meios de comunicação social podem ser a primeira linha de defesa contra as autoridades, mas que no seu caso os media "decidiram especular e criar histórias".

"No cenário mundial, eu não era inocente até prova em contrário. Eu era decididamente uma psicopata, suja, e uma prostituta viciada em drogas, culpada até prova em contrário. Foi uma história falsa e sem fundamento que puxou pela imaginação das pessoas", afirmou.

O caso de Amanda Knox remonta ao ano de 2007. A na altura estudante foi acusada de ter matado à facada a colega de quarto, Meredith Kercher, na cidade de Perugia, Itália, por esta se ter recusado a entrar num jogo de drogas e sexo. A norte-americana foi acusada de ter cometido o crime com a ajuda do namorado Raffaele Sollecito e de um traficante a Costa do Marfim.

Em janeiro de 2014, o Tribunal de Recurso de Florença condenou Amanda Knox a 28 anos e seis meses de prisão e Raffaele Sollecito a 25 anos de prisão.

Amanda esteve presa durante quatro anos. Em 2015, os juízes da mais alta instância judicial italiana consideraram que os ex-namorados não cometeram o crime.

Quando voltou para os Estados Unidos arranjou um emprego como repórter, mas nos últimos anos tem lutado imenso para recuperar a dignidade e a sua imagem pública. Mais tarde, Amanda tornou-se ativista contra sentenças erradas, lançou o seu próprio livro e protagonizado uma série da Netflix.

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