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Correio da Manhã

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Mulher morre ao incendiar-se à porta do Supremo Tribunal na Índia

Jovem acusava um membro do parlamento regional de violação.
25 de Agosto de 2021 às 17:05
Tribunal Supremo Índia
Tribunal Supremo Índia FOTO: Ramesh Lalwani
Uma mulher de 24 anos morreu na Índia depois de se incendiar, juntamente com um amigo, à porta do Supremo Tribunal na capital indiana. 

O caso, que ocorreu na semana passada em Delhi, é avançado pela BBC. Os dois foram levados para o hospital com queimaduras graves. A mulher morreu na noite do dia seguinte e o homem no sábado.

Num direto do Facebook a 16 de agosto, a mulher e o amigo davam conta das razões que os levaram a tomar esta medida. A mulher acusava Atul Rai, membro do parlamento do partido Bahujan Samaj Party, de a violar. Em maio de 2019 registou uma queixa contra ele, que foi preso um mês depois. 

Em novembro deste ano o caso ressurgiu quando o irmão de Atul Rai a acusou de mentir sobre o sucedido. A mulher negava as acusações e afirmava ser assediada pela polícia e o sistema judicial, a pedido do membro do parlamento. 

"Chegamos ao destino que eles queriam. Ao longo deste último ano e meio eles esforçaram-se para nos empurrar até este ponto", cita a BBC, referindo-se ao vídeo gravado.

As autoridades suspenderam dois polícias e estão a investigar o ocorrido.

Este não é caso único, em 2018, uma outra mulher tentou imolar-se porque a polícia não tomou medidas face à acusação de violação que fez contra Kuldeep Sengar, um legislador do partido governante Bharatiya Janata Party.

Segundo um estudo de 2018, a Índia é o país mais perigoso do mundo para as mulheres, devido ao elevado risco de violência sexual e de trabalho forçado. A pesquisa foi desenvolvida pela Thomson Reuters Foundation e contou com cerca de 550 especialistas em estudos de mulheres. Segundo informação da BBC, nesse ano foram registados 33 977 casos de violação na Índia. 
Índia Supremo Tribunal crime lei e justiça
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