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Correio da Manhã

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Mulheres vão liderar a União Europeia pela primeira vez

Alemã Ursula von der Leyen escolhida para suceder a Jean-Claude Juncker na presidência da Comissão.
Ricardo Ramos 3 de Julho de 2019 às 01:30
Ursula Von Der Leyen
Christine Lagarde
Christine Lagarde
Ursula Von Der Leyen
Christine Lagarde
Christine Lagarde
Ursula Von Der Leyen
Christine Lagarde
Christine Lagarde
Os líderes da UE alcançaram esta terça-feira um acordo de compromisso sobre a distribuição dos cargos de topo no próximo Executivo europeu que coloca, pela primeira vez, duas mulheres na liderança da UE.

São elas a atual ministra alemã da Defesa, Ursula von der Leyen, que irá suceder a Jean-Claude Juncker na presidência da Comissão Europeia, e a francesa Christine Lagarde, atual diretora do FMI, que vai liderar o Banco Central Europeu.

O acordo foi anunciado após várias horas de negociações em Bruxelas, e representa uma pesada derrota para os socialistas, incluindo António Costa, que nas últimas semanas tentaram, sem sucesso, forçar a nomeação de Frans Timmermans para a liderança da Comissão.

A escolha acabou por recair sobre von der Leyen, conservadora aliada de Angela Merkel que tem sete filhos, numa vitória para o Partido Popular Europeu.

O liberal Charles Michel, PM belga, foi escolhido para liderar o Conselho Europeu, enquanto o socialista Josep Borrell, ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, ficou com a pasta da Política Externa da UE.

Já para a Presidência do Parlamento Europeu foi avançada uma inédita dupla constituída pelo alemão Manfred Weber e pelo búlgaro Sergei Stanishev, que ocuparão o cargo dois anos e meio cada um. A última palavra cabe ao Parlamento Europeu, que terá de aprovar as nomeações.

Partido do Brexit vira costas ao hino da União Europeia
A sessão inaugural do novo Parlamento Europeu, que decorreu esta terça-feira em Estrasburgo, ficou marcada por um momento polémico, quando o eurocético britânico Nigel Farage e os restantes 28 eurodeputados eleitos pelo seu Partido do Brexit viraram as costas em pleno hemiciclo quando foi tocado o hino europeu.

O presidente do Parlamento, Antonio Tajani, condenou a atitude dos eurodeputados britânicos como "uma falta de respeito".
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