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"Não acredito que sobrevivi": Os primeiros relatos do pânico vivido após explosões em Beirute

Testemunhas da tragédia relatam caos, destruição e confusão na capital do Líbano.
4 de Agosto de 2020 às 22:51
Caos e destruição em Beirute: Imagens mostram momento da explosão e destroços na capital do Líbano
Duas violentas explosões abalam Beirute
Duas violentas explosões abalam Beirute
Caos e destruição em Beirute: Imagens mostram momento da explosão e destroços na capital do Líbano
Duas violentas explosões abalam Beirute
Duas violentas explosões abalam Beirute
Caos e destruição em Beirute: Imagens mostram momento da explosão e destroços na capital do Líbano
Duas violentas explosões abalam Beirute
Duas violentas explosões abalam Beirute
Caos, pânico e destruição. Estas são as três palavras que definem os momentos vividos em Beirute após duas fortes explosões terem abalado a capital do Líbano. 

O número de mortos era já de 50 às 22h40 desta terça-feira e é expectável que o mesmo ainda suba. Contabilizam-se também três mil feridos, um número que também deverá subir com o passar das horas. Após o terror, surgem os primeiros relatos. 

"Não acredito que sobrevivi", conta Nada Hamza, uma residente de Beirute ao jornal AlJazeera. "Estava a alguns metros do estabelecimento de eletricidade no Líbano, que é paralelo ao porto [de Beirute]", relata.

"Saí do meu carro, fugi para a entrada de um dos prédios e percebi que o prédio estava destruído. Tentei ligar para os meus pais, mas não consegui encontrar ninguém", acrescentou.

Nasser Yassin, professor associado da Universidade Americana de Beirute, estava fora da capital quando esta foi atingida pela tragédia. Ainda assim, sentiu a explosão como se estivesse próximo da mesma. "Isto foi muito intenso, eu nunca vi isto antes, vivi a guerra civil no Líbano, a invasão israelense... mas esta é a maior explosão que aconteceu no Líbano até à minha experiência e conhecimento", afirma.

"Gritei para a minha família ter cuidado, houve um terramoto - e imediatamente tudo desmoronou", lembrou Mohamed Khalifeh, ex-ministro da Saúde que se deslocou para um hospital para ajudar a tratar os feridos. Estava em casa no momento da explosão.

"Estamos numa situação muito má economicamente, [há escassez] de suprimentos médicos, escassez de tudo (...), mas a devastação está além de qualquer descrição", revela. 

As ruas encheram-se de vidro e feridos, conta Khaled Hamade, um ex-general do exército que estava a um quilómetro da explosão. "Tudo [me fez lembrar] do último dia da guerra civil em Beirute", conclui. 
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