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Correio da Manhã

Mundo
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NATO envia reforços para o leste da Europa

Aliança mobiliza meios aéreos, navais e terrestres para proteger estados-membros. EUA admitem enviar até 50 mil homens.
Ricardo Ramos 25 de Janeiro de 2022 às 01:30
Fragata espanhola a caminho do Mar Negro para se juntar às forças da NATO
Borrell diz que não há razão para ordenar retirada
Fragata espanhola a caminho do Mar Negro para se juntar às forças da NATO
Borrell diz que não há razão para ordenar retirada
Fragata espanhola a caminho do Mar Negro para se juntar às forças da NATO
Borrell diz que não há razão para ordenar retirada
A NATO colocou esta segunda-feira a suas forças no leste da Europa de prontidão e anunciou que vai enviar mais tropas, navios e aviões para proteger os estados-membros em caso de um eventual ataque russo à Ucrânia.

“A Aliança vai continuar a tomar todas as medidas necessárias para proteger e defender os seus aliados, incluindo através do reforço do seu flanco leste”, afirmou o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, adiantando que países como a Dinamarca, Espanha, França e Países Baixos já se mostraram disponíveis para contribuir para este reforço.

Também os EUA estão a estudar reforçar a sua presença militar na fronteira oriental da Aliança. Numa fase inicial, o presidente Biden pondera transferir entre mil e 5 mil homens das suas bases na Europa Ocidental para os países da NATO que fazem fronteira com a Ucrânia - Polónia, Eslováquia, Hungria e Roménia - e também para os países bálticos, mas admite que esse número poderá chegar aos 50 mil em caso de agravamento da situação.

A Rússia condenou já este reforço militar e acusou a Aliança de ser “responsável pelo agravamento da tensão no leste da Europa”. “A NATO está a demonizar a Rússia para justificar a sua atividade militar no seu flanco leste”, acusou ontem o vice-MNE russo Alexander Grushko.

Retomado diálogo sobre o Donbass
Rússia, Ucrânia, França e Alemanha retomam amanhã as negociações para tentar resolver o conflito na região do Donbass, no leste da Ucrânia, controlada desde 2014 por forças pró-russas. Moscovo acusou Kiev de concentrar tropas junto à fronteira para tomar a região pela força.

Bruxelas não retira diplomatas para já
A União Europeia não tem, para já, planos para retirar diplomatas, funcionários ou os seus familiares da Ucrânia, recusando desta forma seguir o exemplo dos EUA e do Reino Unido, que nas últimas horas ordenaram a retirada de todo o pessoal não essencial das suas embaixadas em Kiev. “Não vamos fazer o mesmo porque não temos qualquer razão específica para isso”, afirmou o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell.

pormenores
“Conflito sangrento”
O PM britânico, Boris Johnson, avisou ontem a Rússia de que uma eventual guerra na Ucrânia será “dolorosa, violenta e sangrenta” para Moscovo, e que se tornará “numa nova Chechénia” para as tropas russas.


UE oferece 1,2 mil milhões
A UE aprovou ontem um pacote financeiro de 1,2 mil milhões de euros para ajudar a Ucrânia a mitigar os efeitos do conflito com a Rússia, no mesmo dia em que os chefes de diplomacia dos 27 voltaram a advertir Moscovo de que qualquer agressão terá “consequências maciças”.
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