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Correio da Manhã

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Nova juíza do Supremo dos EUA é católica devota e mãe de sete filhos

Amy Coney Barrett é a primeira magistrada a integrar o Supremo Tribunal dos EUA com filhos ainda na escola.
Rodrigo Amaral 28 de Setembro de 2020 às 08:47
Donald Trump avançou com a nomeação oficial de Amy Coney Barrett para o Supremo Tribunal norte-americano
Donald Trump avançou com a nomeação oficial de Amy Coney Barrett para o Supremo Tribunal norte-americano FOTO: SHAWN THEW
O presidente norte-americano, Donald Trump, nomeou a juíza Amy Coney Barrett, de 48 anos, para o cargo antes ocupado pela magistrada Ruth Bader Ginsburg - que morreu dia 18 deste mês - no Supremo Tribunal dos Estados Unidos. A cerimónia teve lugar no Rose Garden da Casa Branca, em Washington, e Trump não poupou elogios àquela que pode vir a ser a quinta mulher a integrar a mais alta instância judicial do país.

“Tenho a honra de nomear uma das mentes mais brilhantes em matérias legais do país”, afirmou o presidente, referindo, até, que ela própria se deveria candidatar para a presidência dos Estados Unidos. “Se for confirmada [no Senado], não assumirei esse papel no interesse das pessoas do meu círculo e, certamente, não no meu próprio interesse. Assumirei esse papel para vos servir”, disse a juíza federal, dirigindo-se aos norte-americanos.

Amy Coney Barrett foi colocada por Trump no Tribunal da Relação do 7º Circuito em 2017 e é uma católica devota e mãe de sete filhos, um deles com síndrome de Down e outros dois adotados, do Haiti. A antiga assistente do juiz Antonin Scalia está prestes a ser a 1ª juíza federal a integrar o Supremo com filhos ainda em idade escolar. Com convicções religiosas tradicionalistas, é apreciada pelo movimento antiaborto e a favor do porte de armas. Cabe agora ao Senado aprovar Barrett, colocando seis conservadores, num total de nove juízes, à frente do Supremo.
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