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Cada vez mais países proíbem entrada de viajantes da África Austral devido a nova variante da Covid-19. Veja a lista

Europa está em alerta com a nova variante detetada na África do Sul.
Lusa e Correio da Manhã 26 de Novembro de 2021 às 09:37
Variante B.1.1.529 'Omicron' da Covid-19
Variante B.1.1.529 'Omicron' da Covid-19 FOTO: Direitos Reservados
Itália e Alemanha proibiram a entrada de viajantes da África Austral devido à nova variante da Covid-19, anunciaram esta sexta-feira os ministros da saúde alemão e italiano. 

O surgimento de uma nova variante do coronavírus gerou preocupação internacional, com a União Europeia a dizer esta sexta-feira que pedirá aos Estados membros que "parem as viagens aéreas" com origem na África Austral.

A Alemanha já disse que a partir da noite de sexta-feira, "as companhias aéreas só poderão transportar alemães" vindos do país. Mesmo para viajantes nacionais será obrigatório "14 dias de quarentena, incluindo aqueles que foram vacinados", disse no Twitter o ministro da Saúde Jens Spahn.

A Itália também já disse que está proibida a entrade de quem esteve na África do Sul, Lesoto, Botswana, Zimbábue, Moçambique, Namíbia ou Eswatini, antes conhecida como Suazilândia.

Poucas horas depois dos cientistas na África do Sul anunciarem que tinham detectado uma nova variante, o Reino Unido disse que todos os voos da África do Sul e os vizinhos Namíbia, Lesoto, Eswatini, Zimbábue e Botswana seriam proibidos.

A Holanda também anunciou a proibição de voos vindos da região africana. A medida entra em vigor a partir do meio-dia desta sexta-feira.

A França seguiu o mesmo caminho e suspendeu esta sexta-feira os voos provenientes de Moçambique, África do Sul, Lesotho, Botsuana, Zimbabué, Namíbia e Essuatini, com efeito imediato e durante pelo menos 48 horas, 

"Estas medidas destinam-se a proteger contra a chegada deste vírus", disse o ministro da Saúde, Olivier Véran, que salientou que se trata de uma nova variante que se está a propagar rapidamente, mas que há poucos casos até agora.

Pelo menos quatro países - Áustria, Itália, Israel e Singapura - proibiram a entrada de viajantes provenientes de Moçambique, a par de outros países da África Austral, como medida de precaução devido à nova variante do coronavírus detetada na África do Sul.

O Japão anunciou igualmente a imposição de medidas restritivas à entrada de viajantes provenientes de outros países daquela região africana, em particular, da África do Sul, onde foi detetada a nova variante B.1.1.529.

O Departamento de Saúde da África do Sul e cientistas da Rede de Vigilância Genómica daquele país revelaram detalhes de uma variante Covid-19 recentemente detetada e altamente mutante - a B.1.1.529 -- esta quinta-feira. 

Contágios com a B.1.1.529 foram detetados até agora no Botswana, Hong Kong, e África do Sul, uma notícia que resultou em novas perturbações nos voos internacionais.

A agência reguladora de medicamentos do Brasil recomendou que o país adote restrições para voos e viajantes vindos de parte de África na sequência da identificação de nova variante do SARS-CoV-2, identificada como B.1.1.529.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a medida é necessária "dado o impacto epidemiológico que a nova variante pode ter na situação global".

"Recomendamos, como medida preventiva, a suspensão imediata de todos os voos da África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbabué", acrescentou a Anvisa.

O órgão também recomendou "a suspensão temporária da autorização de permanência no Brasil para viajantes estrangeiros que passaram por esses países nos últimos 14 dias".

A Anvisa sugeriu ainda que os brasileiros que voltam desses países devem ser colocados em quarentena.

Cabe agora ao Governo brasileiro decidir se acatará ou não essas recomendações.

Já os Estados Unidos e a Rússia também anunciaram restrições à entrada de estrangeiros provenientes da África do Sul, Moçambique e de outros países da região devido ao surgimento da nova variante do coronavírus.

Os Estados Unidos decretaram o encerramento das fronteiras aos viajantes provenientes de oito países da África Austral, em resposta ao surgimento da variante Omicron do covid-19, como já foi designada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A partir de segunda-feira a entrada em território norte-americano fica interdita a pessoas provenientes da África do Sul, do Botswana, Lesoto, Namíbia, Zimbabué, Moçambique, Esuatini (antiga Suazilândia), e Malawi, declarou um responsável oficial.

Apenas os cidadãos norte-americanos e os residentes permanentes nos Estados Unidos serão autorizados a entrar no país, precisou.

Esta decisão surge poucos dias após o Presidente dos EUA, Joe Biden, ter anunciado a reabertura, no início de novembro, das fronteiras do país aos viajantes de todo o mundo, após 20 meses de restrições.

No caso da Rússia, uma medida semelhante irá afetar os cidadãos do Botswana, Lesoto, Namíbia, Zimbabué, Moçambique, Madagáscar, Esuatini (antiga Suazilândia), Tanzânia, e ainda Hong Kong, indicou esta sexta-feira o centro operativo de luta contra o coronavírus.

A decisão também se aplicará aos estrangeiros que tenham permanecido nesses países nos últimos dez dias.

O Rospotrebnadzor, organismo russo responsável pela proteção do consumidor, terá ainda de organizar testes rápidos para os cidadãos russos que regressem desses países, para além dos provenientes do Reino Unido, China e Israel, indicou a agência noticiosa Interfax.

Também o Canadá anunciou esta sexta-feira que vai proibir a entrada no país de todos os estrangeiros que nos últimos 14 dias viajaram por sete países da África Austral.

A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e outros países árabes vão encerrar as suas fronteiras a viajantes provenientes da África Austral, devido ao surgimento da nova variante do coronavírus.

Os dois Estados do Golfo confirmaram a aplicação desta medida que proíbe os voos desde a África do Sul, Botswana, Essuatíni, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Zimbabwe.

A Jordânia também anunciou medidas semelhantes, enquanto o Bahrein vai proibir as ligações internacionais a seis dos sete países, incluindo a África do Sul, noticia a agência AFP.

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