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Correio da Manhã

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Novos estudos não aconselham uso da hidroxicloroquina no combate à Covid-19

Administração em doentes revelou efeitos negativos. Fármaco não impede o vírus de entrar nas células pulmonares.
Maria Vaz 24 de Julho de 2020 às 08:20
Hidroxicloroquina
Hidroxicloroquina FOTO: Reuters
Dois novos estudos publicados na revista científica ‘Nature’ garantem que a administração de hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 não apresenta efeitos antivirais visíveis em células humanas. Segundo o grupo de investigadores responsável pela pesquisa, “a hidroxicloroquina mostrou atividade antiviral em células renais do macaco verde africano”, mas não apresentou respostas no ser humano.

O estudo desaconselha, assim, “a sua utilização como agente antiviral para o tratamento da Covid-19 em humanos”, especialmente depois das avaliações negativas dos seus efeitos, após ter sido utilizada em vários países como terapêutica para doentes internados.

O estudo acrescenta que foram testadas substância em diferentes fases, isto é, antes da infeção, num estágio inicial, antes do pico da carga viral e após se atingir o máximo da carga viral. Em todas as alturas em que foi estudado o seu uso em doentes, em nenhuma ficou demonstrada “atividade antiviral nem eficácia clínica”. Num outro estudo publicado na mesma revista, investigadores alemães concluíram que o fármaco não evita a infeção das células pulmonares humanas, apontando a mesma falta de eficácia.

O uso da hidroxicloroquina como tratamento da Covid-19 ganhou especial atenção depois do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ter assumido tomá-la de forma profilática e após o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ter afirmado que a toma, desde que ficou infetado pelo novo coronavírus.

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