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Correio da Manhã

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'O nome da morte': criminoso preso desde os 18 anos já matou 48 rivais em cadeias

Marcos Paulo da Silva é conhecido pela ferocidade nas suas execuções a sangue frio.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 26 de Outubro de 2020 às 09:02
Marcos Paulo da Silva assassinou e mutilou cinco prisioneiros em 2011
‘Lúcifer’ com vários cortes
Marcos Paulo da Silva assassinou e mutilou cinco prisioneiros em 2011
‘Lúcifer’ com vários cortes
Marcos Paulo da Silva assassinou e mutilou cinco prisioneiros em 2011
‘Lúcifer’ com vários cortes
Quase desconhecido no estrangeiro, um brasileiro de 42 anos, preso desde os 18, é, no entanto, uma lenda que espalha o terror e a morte nas cadeias por onde passa. Marcos Paulo da Silva, conhecido como ‘O nome da morte’ e ‘Lúcifer’, diz com orgulho já ter assassinado 48 rivais e não se arrepender de nenhum desses crimes, todos cometidos com muita brutalidade. “Não me arrependo de matar aquelas pessoas porque a luta era justa. Eram violadores e ladrões que se aproveitavam de outros presos e os roubavam”, declarou com tranquilidade Marcos Paulo da Silva a um juiz num dos seus últimos depoimentos à Justiça.

Preso e condenado a uma pena leve por furto em 1995, aos 18 anos, ‘Lúcifer’ nunca mais saiu da cadeia e as suas penas hoje já somam 217 anos, faltando ainda responder por muitos crimes. A marca das execuções é a ferocidade, sendo que após matar as vítimas, corta-lhes a cabeça e arranca-lhes as vísceras. Num dos ataques mais sangrentos, a 9 de Setembro de 2011, ‘Lúcifer’ assassinou e mutilou cinco presos na Penitenciária de Serra Azul, no estado de São Paulo, enquanto ria e dizia que era aquilo que dava razão à sua vida.

Discursos sociais e automutilação
Marcos Paulo da Silva fundou na prisão uma fação criminosa chamada ‘Bonde do Cerol Fininho’ onde fez discursos sociais, atacando as organizações criminosas que visam apenas o lucro. Já na Penitenciária Federal de Catanduvas, a mais temida do Brasil, onde não podia atacar outros presos, ‘Lúcifer’ começou a automutilar-se e, após um período em que ficou acorrentado, conseguiu o que queria, ser transferido para uma outra prisão.
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