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"O ultra português": El País traça perfil de André Ventura e aproxima-o de Trump

Jornal espanhol destaca a subida da extrema direita nas últimas eleições legislativas em Portugal.
Correio da Manhã 8 de Agosto de 2020 às 23:18
'Portugal não é racista': Manifestação do Chega junta centenas de pessoas em Lisboa
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O líder demissionário do Chega, André Ventura, tem feito correr tinta na imprensa internacional.

Depois dos contactos estabelecidos entre o partido e as forças de extrema-direita europeias, e o convite de Trump para a convenção republicana que decorre no final do mês de agosto, nos EUA, André Ventura é apelidado de "ultra português" pelo jornal espanhol El País, que destaca a subida da extrema direita em Portugal nas últimas eleições legislativas e descortina o perfil de um dos candidatos às próximas presidenciais portuguesas.

Em entrevista à publicação espanhola, André Freire, professor de Ciência Política da Universidade de Lisboa, recorre ao exemplo espanhol para explicar o fenómeno do chega. "A estratégia de deixar a direita radical entrar nos governos, como foi o caso do Vox na Comunidade de Madrid, e esperar que moderem posições é muito arriscada", frisou.

Desde a piscadela de olho de Rui Rio ao Chega, para uma possível coligação caso o partido adote posições mais moderada, até à morte do ator Bruno Candé, em que Ventura afirma não terem existido motivações racistas, o jornal espanhol faz um perfil minucioso do líder demissionário e da estratégia do mesmo para chegar ao poder.

"Ventura vangloriza-se de que pretende levar Marcelo Rebelo de Sousa a uma segunda volta que por esta altura parece quase impossível", escreve a publicação.

O El País compara ainda a estratégia de comunicação do Chega à do presidente norte-americano, Donald Trump, numa associação ao caso de George Floyd nos EUA.

Segundo a publicação, o colapso da economia poderá provocar uma crise política e uma janela de oportunidade benéfica para a direita em Portugal, nomeadamente para partidos como o Chega.
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