Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
4

OMS desafia Estados Unidos a partilharem "provas" de que o coronavírus surgiu num laboratório em Wuhan

Organização defende que a pandemia teve "origem natural", já os EUA defendem que a culpa é da China.
Correio da Manhã 4 de Maio de 2020 às 19:36
Diretor da OMS, Tedros Adhanom
Tedros Gebreyesus
Tedros Adhanom Ghebreyesus
Tedros Adhanom Ghebreyesus
Diretor da OMS, Tedros Adhanom
Tedros Gebreyesus
Tedros Adhanom Ghebreyesus
Tedros Adhanom Ghebreyesus
Diretor da OMS, Tedros Adhanom
Tedros Gebreyesus
Tedros Adhanom Ghebreyesus
Tedros Adhanom Ghebreyesus
A Organização Mundial da Saúde desafiou os Estados Unidos a partilharem as provas que alegam ter de que o coronavírus nasceu num laboratório em Wuhan, China. 

A OMS defende que a pandemia teve "origem natural", mas os Estados Unidos procuram responsabilizar a China pela pandemia e chegaram mesmo a alegar que tinham provas de que "o vírus nasceu no laboratório de Wuhan". 

Após quatro meses de um mundo parado devido a pandemia de coronavírus, vários países começam agora a regressar a um novo normal. 

Mas com este alívio do levantamento das restrições e um aparente controlo da pandemia, o foco de alguns países começa a mudar. É hora de atribuir culpas. 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já assumiu que o país vai proceder a investigações profundas para determinar a origem do surto que afetou 193 países e territórios e admite pedir indemnizações "avultadas" à China pelos prejuízos causados pela pandemia. 

Também a Austrália já tomou uma posição. O país prometeu esta quarta-feira que vai continuar a exigir uma investigação sobre a origem do novo coronavírus, apesar de a China ter ameaçado boicotar as importações de bens e serviços australianos.

"A Austrália continuará a adotar esse curso de ação extremamente razoável e sensato. Este vírus já matou mais de 200.000 pessoas em todo o mundo e paralisou a economia global. As implicações e os impactos são extraordinários", apontou o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison.

Estes dois países já assumiram posições claras face a uma investigação à origem do surto. Na Alemanha, no entanto, o governo abstem-se para já de tomar uma posição. Porém, o tablóide alemão Bild, jornal com maior tiragem na Alemanha, já apresentou fatura à China no valor de 149 mil milhões de euros defendendo: "é isto que a China nos deve". 

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson também ainda não se manifestou relativamente à China, porém, Dominic Raab, que substituiu Boris no período em que este esteve internado, já assumiu que China terá de prestar contas. 

"Não há dúvida de que não podemos fazer negócios como antes depois desta crise", garantia a 16 de abril. "Vamos ter de colocar questões difíceis sobre como é que tudo surgiu e porque é que o vírus não foi travado mais cedo", concluia.

Mais informação sobre a pandemia no site dedicado ao coronavírus

- Siga ao minuto as últimas sobre a doença
Mapa da situação em Portugal e no Mundo: veja a evolução da pandemia
- Conselhos sobre o coronavírus no explicador
- Conheça os mitos que deve ignorar sobre a doença

Em caso de ter sintomas, ligue 808 24 24 24

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)