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Correio da Manhã

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Padaria de Hong Kong apoia protestos com mensagens contra o Governo em bolos

'Mooncakes' tornaram-se um sucesso numa altura em que as tensões políticas estão a crescer.
Lusa 19 de Agosto de 2019 às 10:19
Protestos em Hong Kong
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Protestos em Hong Kong
Protestos em Hong Kong
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Protestos em Hong Kong
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Protestos em Hong Kong
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Protestos em Hong Kong
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Protestos em Hong Kong
Uma padaria de Hong Kong está a fazer bolos com mensagens contra o Governo nomeado por Pequim como forma de apoiar o movimento de protesto pró-democracia.

A pastelaria Wah Yee Tang mudou este ano o tradicional festival chinês das colheitas, colocando 'slogans' de oposição ao governo e promoção da identidade única de Hong Kong, que se tornou popular durante os protestos.

Os bolos, conhecidos como 'mooncakes' tornaram-se um sucesso e a proprietária da pastelaria espera agora que consigam criar um sentimento positivo numa altura em que as tensões políticas estão a crescer.

As mensagens nos 'mooncakes' incluem frases como "se não houver retirada [da responsável do Governo de Hong Kong], não haverá dispersão [dos manifestantes]" e "Pessoas de Hong Kong".

Outras versões dizem "Seja água", referindo-se à filosofia dos manifestantes, inspirada pela falecida estrela de artes marciais Bruce Lee, que defendia uma abordagem fluida nas suas demonstrações.

Conhecidos por serem densos e calóricos, os bolos são normalmente preenchidos com sementes de lótus ou pasta de feijão vermelho e uma gema de ovo salgada simbolizando a lua.

A pasteleira que faz os 'mooncakes' disse à agência de notícias norte-americana Associated Press que espera poder "fazer as pessoas de Hong Kong felizes novamente".

Abordado pela AP, o cliente da pastelaria Sandy Lam admitiu que os bolos "representam as vozes" dos manifestantes e considerou que refletem a "situação real" do protesto.

Manifestantes tomaram as ruas desde o início de junho como parte de um movimento de protesto que começou com a exigência de descartar a legislação de extradição que poderia ter visto suspeitos de crimes enviados à China. Ele se expandiu para incluir pedidos de democracia plena e um inquérito sobre o que eles dizem ser a violência policial contra os manifestantes.

Há mais de dois meses que Hong Kong é palco de protestos, marcados por violentos confrontos entre manifestantes e a polícia, que tem usado balas de borracha, gás pimenta e gás lacrimogéneo.

Em 01 de julho, alguns manifestantes invadiram mesmo o parlamento de Hong Kong.

Mais recentemente, o aeroporto de Hong Kong foi palco de manifestações, com as autoridades a serem obrigadas a cancelar centenas de voos numa das infraestruturas aeroportuárias mais movimentadas do mundo.

A transferência de Hong Kong para a República Popular da China, em 1997, decorreu sob o princípio "um país, dois sistemas", precisamente o que os opositores às alterações da lei da extradição garantem estar agora em causa.

Para aquela região administrativa especial da China foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.
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