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Pai cego carrega filho com paralisia cerebral para o salvar da devastação do furacão Dorian

Habitante de Marsh Harbour enfrentou ventos de 300km/h para salvar o filho.
Correio da Manhã 6 de Setembro de 2019 às 15:36
Destruição causada pelo furacão Dorian
Destruição causada pelo furacão Dorian
Bahamas após passagem do furacão Dorian
Destruição causada pelo furacão Dorian
Destruição causada pelo furacão Dorian
Bahamas após passagem do furacão Dorian
Destruição causada pelo furacão Dorian
Destruição causada pelo furacão Dorian
Bahamas após passagem do furacão Dorian

Perante o bairro inundado e destruído pela tempestade Dorian, Brent Lowe, invisual há mais de 11 anos, decidiu abandonar a sua casa e carregar o filho de 24 anos, portador de paralisia cerebral e incapacitado de andar.

Ao The New York Times, o pai corajoso de 49 anos admitiu que "foi assustador, muito assustador" sair de casa com a água ao nível do queixo, enquanto carregava o filho pelos ombros em busca de um local seguro.

Após cinco longos minutos de aflição, Lowe conseguiu encontrar refúgio numa casa intacta da vizinhança. Tudo o que deixou para trás terá sido destruído.

O novo abrigo foi também posteriormente afetado e, Brent e o filho, acabaram por ser resgatados com vida.

Apesar das frequentes tempestades na região, Lowe não se lembra de uma intempérie tão forte como o furacão Dorian: "90% das casas estão comprometidas. Voaram telhados por todo o lado e as casas colapsaram na totalidade".

As comunicações na região continuam interrompidas. A cidade de Marsh Harbour, no Abaco, tem sido fortemente afetada pela tempestade e todos os dias aumenta o número de desalojados que procuram ajuda nos abrigos improvisados criados para a emergência. 

Até ao momento morreram pelo menos 30 pessoas devido à devastação causada pelo furacão Dorian.

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