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Papa Francisco: “O Mediterrâneo é um grande cemitério”

Causa da imigração leva Sumo Pontífice ao Chipre e à Grécia. Migrantes “procuram hospitalidade e encontram hostilidade”.
Manuela Guerreiro 1 de Dezembro de 2021 às 09:37
Papa Francisco
Papa Francisco FOTO: REMO CASILLI/Reuters
O Papa inicia esta quinta-feira uma visita apostólica a Chipre e à Grécia, dois países de maioria ortodoxa, mas onde residem milhares de católicos. A defesa das migrações, que tem norteado o pontificado de Francisco, será uma constante nos 12 discursos e nos encontros com líderes políticos e religiosos. Assume particular relevância o regresso a Lesbos, ilha onde o Papa já esteve em 2016.

Numa mensagem gravada em vídeo, a propósito desta deslocação, Francisco fala no drama dos refugiados: “Penso naqueles que fogem de guerras e da pobreza e não encontram hospitalidade, mas hostilidade e são manipulados. São as nossas irmãs e os nossos irmãos. Quantos perderam a vida no mar? O nosso ‘Mare Nostrum’, o Mediterrâneo, é um grande cemitério.”

O primeiro discurso de Francisco será proferido já amanhã, durante um encontro com sacerdotes e religiosos. No dia seguinte, fará uma visita de cortesia ao arcebispo ortodoxo do Chipre, Chrysostomos II. Francisco já expressou o desejo de que cerca de 50 refugiados do Chipre viajem para Roma graças a esforços humanitários.

Sábado, dia 4, parte para a Grécia, onde irá ficar até dia 6 para visitar Atenas e Lesbos, um dos pontos de entrada de migrantes na Europa. As autoridades gregas aguardam o reconhecimento do peso que o acolhimento de tantos migrantes representa para a Grécia.
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