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Perita da ONU considera "ilegal e arbitrário" assassínio de Soleimani pelos EUA

Washington não demonstrou que representava um perigo imediato, defende Agnès Callamard.
Lusa 7 de Julho de 2020 às 14:48
General Soleimani
General Soleimani FOTO: Getty Images
Uma especialista da ONU concluiu que o general iraniano Qasem Soleimani, morto num 'raide' norte-americano em janeiro no Iraque, foi assassinado de forma "ilegal e arbitrária", porque Washington não demonstrou que representava um perigo imediato.

Num relatório enviado hoje aos media pela ONU, Agnès Callamard, relatora especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, conclui que, "na ausência de uma ameaça iminente que colocasse em perigo a vida, a forma de agir dos Estados Unidos foi ilegal" e viola a Carta das Nações Unidas.

A especialista, que está mandatada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas que não se exprime em nome das Nações Unidas, deve apresentar na quinta-feira o seu relatório perante esta instância da organização, da qual os EUA se retiraram em 2018.

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