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Polícia moçambicana detém três suspeitos de homicídio de empresário português

Raptores pediram um resgate no valor equivalente a 13 mil euros e uma viatura BMW, que a família do empresário entregou.
Lusa 14 de Novembro de 2018 às 13:10
José Paulo Caetano vivia há oito anos em Moçambique. Era natural de Ourém e antes de emigrar residia em Pombal
Bandeira de Moçambique
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José Paulo Caetano vivia há oito anos em Moçambique. Era natural de Ourém e antes de emigrar residia em Pombal
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José Paulo Caetano vivia há oito anos em Moçambique. Era natural de Ourém e antes de emigrar residia em Pombal
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A polícia moçambicana anunciou esta quarta-feira a detenção de três suspeitos do rapto e homicídio de um empresário português cujo corpo foi encontrado no domingo, a cerca de 70 quilómetros de Maputo, anunciou aquela força de segurança.

As detenções foram feitas pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), polícia criminal moçambicana, durante a noite de terça-feira, anunciou aquela força de segurança em conferência de imprensa, em Maputo.

Os três detidos estão indiciados por outros roubos de viaturas e raptos na província de Maputo.

Segundo a polícia, os raptores pediram um resgate no valor equivalente a 13 mil euros e uma viatura BMW, que a família do empresário entregou.

Além das detenções, o Sernic anunciou ter apreendido a viatura, bem como uma viatura de transporte coletivo adquirida com o dinheiro do resgate.

O rapto de José Paulo Antunes Caetano, de 51 anos, que vivia há oito em Moçambique, dedicando-se ao aluguer de máquinas para construção, terá acontecido na zona de Mussumbuluco, na Matola, subúrbios da capital, Maputo, perto das instalações da sua empresa.

A polícia só foi alertada no sábado por uma secretária da empresa da vítima e o corpo viria a ser encontrado pelas 14h00 de domingo numa pedreira abandonada na zona de Moamba, nas imediações da estrada que liga a capital moçambicana à África do Sul.

Ainda de acordo com a polícia, a vítima apresentava sinais de ter sido atingida com uma faca no pescoço e no braço.

De acordo com o porta-voz do Sernic, Leonardo Sibinde, um dos elementos do grupo confessou que o mandante dos raptos é um cidadão português, mas não avançou a sua identidade.

"O mandante destes raptos, que já foi devidamente identificado, é arguido num outro processo-crime e indiciado no desaparecimento de um outro cidadão português, tendo saído da cadeia mediante pagamento de caução", avançou Leonardo Sibinde.

Segundo o Sernic, as autoridades moçambicanas já estavam à procuro deste grupo, que se dedicava ao roubo de viaturas e raptos na província e cidade de Maputo.

A polícia moçambicana considera ter "esclarecido não só o caso do cidadão português José Caetano, como de outros três raptos ocorridos entre 2016 e 2017, também em Maputo, um dos quais envolvendo uma outra vítima portuguesa, o empresário Aires Simões Alves".

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