O incidente ocorreu depois de as autoridades de Haia terem anunciado que 13 pessoas, entre 61 passageiros que testaram positivo à covid-19 à chegada na sexta-feira em dois voos ao aeroporto de Amesterdão, estão contaminadas com a nova variante Ómicron, identificada pela primeira vez na África do Sul.
A detenção do casal aconteceu no interior de um avião que se preparava para descolar com destino a Espanha, indicou um porta-voz da polícia real neerlandesa, Stan Verberkt.
Segundo a autoridade de saúde, o casal foi colocado de novo em isolamento, mas noutro hotel.
Quase todos os 61 passageiros infetados estão sob quarentena no mesmo hotel, que está a ser vigiado pela polícia e por agentes de segurança. Apenas alguns passageiros foram autorizados a permanecer em casa.
Os passageiros dos mesmos voos que não estão infetados estão a cumprir isolamento domiciliário.
"Verificaremos se respeitam as regras", afirmou, em declarações aos jornalistas, o ministro da Saúde, Hugo de Jonge.
O casal está agora em "isolamento forçado". "Eles foram transferidos para um hospital noutro lugar na Holanda para garantir que fiquem isolados. Estão no chamado isolamento forçado", disse Petra Faber, porta-voz do município de Haarlemmermeer, citada pela Reuters.
A segurança do hotel foi aumentada para garantir que os hóspedes em quarentena permaneçam nos quartos, estando em vigilância permanente pela polícia.
A covid-19 provocou pelo menos 5.193.392 mortes em todo o mundo, entre mais de 260,44 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.
A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.
Uma nova variante, a Ómicron, foi recentemente detetada na África do Sul e, segundo a Organização Mundial da Saúde, o "elevado número de mutações" pode implicar uma maior infecciosidade.