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Correio da Manhã

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Polícia encontra modelo de 19 anos raptada e violada durante oito horas no Brasil

Criminoso já tem cadastro por outro crime sexual.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 3 de Junho de 2020 às 21:34
Abusos
Abusos FOTO: Getty Images

A polícia da cidade brasileira de Cotia, na área metropolitana de São Paulo, conseguiu localizar e libertar uma modelo de 19 anos que fora raptada por um desconhecido e violada sexualmente por mais de oito horas. A jovem, Kalliny Trevisan Maia, foi encontrada no porta-bagagens do carro do raptor com hematomas no rosto e marcas no pescoço características de tentativa de enforcamento e completamente aterrorizada, mas viva.

O criminoso já tem cadastro por outro crime sexual, e foi incriminado novamente agora e enviado para uma cadeia. Ele contou à polícia que, ao interessar-se pela jovem, começou a acompanhar as publicações que ela fazia nas redes sociais e a monitorizar a sua rotina, como modelo e como funcionária de um laboratório que fabrica produtos de beleza naturais.

Indo até ao local onde funciona a empresa, na Rodovia Raposo Tavares, na periferia de Cotia, uma estrada que liga a cidade de São Paulo a cidades no interior do estado do mesmo nome, o criminoso estudou detalhadamente o local antes de cometer o rapto. Ele teve até o cuidado de averiguar os pontos do estacionamento da firma onde as câmaras de vigilância não conseguiriam percebê-lo.

No dia do crime, quando Kalliny chegou para mais um dia de trabalho no laboratório pouco depois das 8 horas da manhã, o homem atacou-a, subjugou-a e obrigou-a a entrar no carro dele, fugindo em alta velocidade. Apesar da surpresa e do pânico no momento do ataque, Kalliny conseguiu gritar e pedir socorro, chamando a atenção de um dos seguranças da empresa.

O vigilante não conseguiu evitar o rapto, mas viu as características do veículo do bandido e alertou a polícia. Mais de oito horas depois de ter sido montada uma operação em toda a região de Cotia, uma cidade rodeada por grandes áreas de mata, a polícia localizou o automóvel, cercou-o e libertou a jovem.

Na esquadra, Kalliny contou que ao longo dessas mais de oito horas foi sucessivamente vítima de todo o tipo de atos sexuais forçados pelo homem, que também a agrediu. Ela afirmou que o criminoso chegou a tentar matá-la usando um cordão para a enforcar, mas que ela se debateu e lutou com ele, o que fez o maníaco desistir, ao menos momentaneamente, e trancá-la no porta-bagagens do carro, com o qual rodou pela cidade até ser intercetado pela polícia.
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