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Polícia federal brasileira deflagra nova operação contra apoiantes de Jair Bolsonaro

Ação cumpre 21 mandados de busca e apreensão contra pessoas muito próximas ao chefe de Estado.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 17 de Junho de 2020 às 19:14
Jair Bolsonaro
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A Polícia Federal brasileira (PF) deflagrou ao amanhecer desta terça-feira uma nova operação contra apoiantes do presidente Jair Bolsonaro acusados de promoverem e financiarem atos anti-democráticos, a segunda em dois dias consecutivos. A ação, pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizada pelo juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cumpre 21 mandados de busca e apreensão contra pessoas muito próximas ao chefe de Estado.

Uma delas é o deputado federal Daniel Silveira, que teve o apartamento e o escritório revistados por agentes federais e escreveu nas suas redes sociais que isso significa estar no caminho certo por incomodar aqueles que são contra mudanças no Brasil. Ele é um firme aliado de Bolsonaro e ficou célebre durante a campanha eleitoral de 2018 ao partir uma placa de rua na cidade do Rio de Janeiro com o nome da vereadora de esquerda Marielle Franco, assassinada a tiros poucos meses antes.

Outro alvo da operação desta terça é o empresário e advogado Luís Felipe Belmonte, um dos organizadores e financiadores do partido Aliança Pelo Brasil, que Jair Bolsonaro está a tentar criar desde o ano passado. Também teve exarado contra si mandado de busca e apreensão o publicitário Sérgio Lima, responsável pela publicidade e marketing do Aliança Pelo Brasil.

Além desses três, mais 18 suspeitos foram alvo da operação, que não tem mandados de prisão. Os mandados de busca e apreensão estão a ser cumpridos em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Minas Gerais e Santa Catarina.

Na segunda-feira, a Polícia Federal já tinha desencadeado uma outra operação no âmbito do mesmo inquérito a tramitar no Supremo Tribunal Federal, dessa feita para cumprir seis mandados de prisão também contra apoiantes do presidente. Apenas um foi cumprido com sucesso, o da activista Sara Giromini, que se auto-intitula Sara Winter, líder do grupo ultra radical de direita "300 do Brasil".

Todos os alvos das operações de segunda e desta terça são acusados de ligação aos actos que desde meados de Março ocorrem em Brasília e outras grandes cidades brasileiras em apoio ao presidente Jair Bolsonaro e contra os outros poderes institucionais. Nesses actos, considerados ilegais mas aos quais o chefe de Estado tem comparecido, os manifestantes pedem uma intervenção militar que encerre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal e mantenha Bolsonaro no cargo indefinidamente com poderes absolutos.
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